NOTÍCIA | CARNE DE QUALIDADE

Acrimat discute importância da cria na produção de carne de qualidade

É uma balança entre a necessidade dos bezerros que é nascer nas no final das secas e a necessidade das vacas que é ter a oferta de pastagem no momento que a exigência e maior.

Por: Ascom/Acrimat
Publicado em 10 de Julho de 2020 , 06h51 - Atualizado 10 de Julho de 2020 as 06h55


Ascom/Acrimat

Em live realizada essa semana, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) debateu a importância das estratégias reprodutivas e produtivas que acabam por potencializar a rentabilidade da cria, e por consequência a qualidade da carne. Para falar sobre o tema, foi convidado um dos maiores experts do assunto no Brasil, o médico veterinário José Luiz Moraes Vasconcelos, o Zequinha, mestre em reprodução animal pela UFMG e doutor pela UNESP.

Os diretores da Acrimat Wilson Martinelli e Raphael Nogueira participaram da webinar, e Francisco Manzi, diretor técnico da entidade, foi mais uma vez o mediador. O trio escalado pela associação para completar o time de especialistas tem larga experiência no assunto.

O assunto rendeu: programada para ter uma hora de duração, a live se estendeu por quase o dobro do tempo, tamanho o interesse dos participantes que inundaram os convidados de perguntas.

Zequinha pontuou que a atividade de cria necessita de investimentos no aumento de produção e da produtividade, e técnicas como uma estação de monta curta  permitem o nascimento dos bezerros no momento mais adequado. “Devemos dar maior atenção à cria na pecuária de corte, para que a atividade consiga conviver com o volume e velocidade de produção requeridos atualmente”, disse o doutor.

O médico veterinário destacou ainda o quão importante é integrar tecnologias em todos os pilares : reprodução, genética, nutrição, saúde, bem estar, gestão e etc. para otimizar a produção de carne de qualidade. “Cria não é para produzir bezerro, é para produzir carne, e eu acredito na atividade de cria, dá para chegarmos a bons resultados”.

O diretor regional da entidade, Wilson Martinelli, disse que “agora é hora de aplicar tecnologia para melhorar a qualidade de nosso produto, investindo em genética, manejo e nutrição”. Ele completou argumentando que a pecuária passou muito tempo sem reajuste de preço, mas que a atividade retomou os investimentos, e que é perceptível a quantidade de fazendas reformando pastos, entre outras ações de investimento para dar suporte a atividade pecuária.

Já Raphael chamou a atenção para algo que acomete todos aqueles que trabalham com cria, como o momento certo para vender o bezerro ou a matriz. “Tenho observado nos últimos anos que os criadores do bezerro estão mais contentes, pois este tipo de dúvida, que eu acabei de citar, tem encontrado respaldo em estudos sérios como o apresentado pelo Zequinha, que nos auxilia a fazer a coisa certa; e momentos como esta live nos ajudam, pois é um lugar onde podemos 
discutir ideias, tais como onde investir, principalmente em propriedades que trabalham com cria, este é o momento para aprender”.

IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo)

Os protocolos de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) foram um dos temas centrais da palestra do mestre em reprodução animal. “A busca pela maior eficiência reprodutiva dos rebanhos de cria caminham lado a lado e são fundamentais para o aumento da rentabilidade na pecuária de corte”, explicou José Luiz Moraes Vasconcelos.

É importante lembrar que o momento favorável para o bezerro nascer é imediatamente antes das chuvas para que quando a estação chuvosa comece, haja disponibilidade maior de alimentos. Para ajudar a concentração dos nascimentos entra a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).

Através dela é possível ter o máximo do máximo as parições em determinado momento. Assim, são maiores as chances de os bezerros nascerem em um momento mais adequado e as vacas imediatamente  terem oferta de pasto, para que elas consigam ter uma reconcepção na próxima estação com mais facilidade.

É uma balança entre a necessidade dos bezerros que é nascer nas no final das secas e a necessidade das vacas que é ter a oferta de pastagem no momento que a exigência e maior.

Além disso, com a aplicação da IATF é possível concentrar o trabalho, o que possibilita inseminar mais vacas. Antigamente trabalhava-se mais e inseminava-se menos. Hoje, na verdade, continua-se trabalhando bastante, até um pouco mais, porém, o número de animais trabalhados (inseminados), que ficam gestantes no momento adequado, proporcionalmente é bem maior.

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