Advogado aguarda julgamento habeas corpus e diz que Riva não fará delação premiadaNa visão dos advogados,
Riva não participou de nenhum ato ilicito e, portanto, não tem o que delatar.
Depois de cogitar a possibilidade de ingressar no programa de Delação Premiada para tentar sair mais cedo da cadeia, o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva parece ter mudado de ideia e não vai solicitar sua inclusão no programa para delatar possíveis corruptos na Operação Imperador que o levou à cadeia em 21 de fevereiro.
A banca de advogados do ex-parlamentar alega que Riva não tem envolvimento em nenhum dos crimes que lhe são imputados e, portanto, não existem motivos para entrar no programa de delegação.
Rodrigo Mudrovistchi, principal advogado do ex-presidente da Assembleia, José Riva, disse nesta quarta-feira que não existe a possibilidade cogitada.
“A nossa visão é que fatos narrados pelo Ministério Público imputados ao ex-deputado não existiram. As provas anexadas constatam que as empresas existem, que os suprimentos comprados (pela Assembleia) foram entregues aos deputados. Por isso, não vemos sentido de cogitar a questão da delação premiada porque as acusações não correspondem à luz da realidade", afirmou.
Mudrovistchi esclareceu ainda que o ex-deputado está aguardando para os próximos dias o julgamento de mais um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Este é o nono pedido de liminar, todos os outros foram negados e Riva continua preso.
"Encaramos com naturalidade as decisões do STJ e Tribunal de Justiça tomadas até agora. É preciso esclarecer que o STJ não julgou habeas corpus e acredito que o STJ terá motivos de sobra para reconhecer o motivo da prisão. As negativas são de liminares e o mérito será julgado agora", acrescentou Rodrigo. Ele não mencionou detalhes das estratégias da defesa no mérito do HC que será apreciado pelos ministros.
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