Bope mata o 3º do bando que assaltou BB; só resta um
Bope mata o 3º do bando que assaltou BB; só resta um
O terceiro assaltante do bando que invadiu o Banco do Brasil em Marcelândia (610 km ao Norte de Cuiabá) foi morto, na noite deste sábado (10), em uma troca de tiros com policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Especiais).
Ele foi identificado como sendo Cícero Fernando Santiago Neto, também conhecido como "Bombado", de 24 anos. É um dos fugitivos da PCE (Penitenciária Central do Estado), em Cuiabá, que escapou da prisão em setembro.
O assaltante foi morto em confronto na mata onde ele e os três comparsas entraram, depois do assalto. Ele foi cercado pelos policiais, na tarde de sábado (10), e não se entregou. Na troca de tiros, foi alvejado e morreu no local.
Com Bombado, foram encontrados um fuzil, uma faca e R$ 98.598,00 em dinheiro, além de documentos falsos. O corpo foi levado a um hospital em Marcelândia.
O tenente-coronel Celso Barbosa, que comandou a operação, informou que havia sete mandados de prisão em aberto contra o bandido morto, sendo quatro de Goiás e três de Mato Grosso.
"Acreditamos que ele tenha ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital, organização criminosa de São Paulo)", disse o oficial.
Ainda resta localizar um dos foragidos, que a PM acredita também estar morto, pois ele foi ferido no braço, durante a troca de tiros no dia do assalto.
O assalto ao Banco do Brasil em Marcelândia foi no dia 9 de outubro. Os ladrões levaram malotes de dinheiro da agência bancária e fizeram vários reféns.
Outras mortes
No início da tarde de quarta-feira (7), o assaltante Matuzalém Martins da Silva, 22, também fugitivo da PCE, foi morto em um confronto com policiais da Força Tática e do Bope.
No dia 22 de outubro, o assaltante Valdir José dos Reis também trocou tiros com a Polícia Militar e acabou morto.
“Não temos a confirmação da morte dele. Mas, ele não foi mais visto nos confrontos. Já tem alguns dias que avistamos apenas dois assaltantes. Um foi morto ontem. Outro já havia sido morto no dia 22. Também encontramos um frasco de Lepecid, que é um spray de uso veterinário usado para matar bichos que infestam as feridas de animais. Acreditamos que o ferimento dele se agravou e ele pode ter morrido por isso”, disse o coronel.
O assalto
O assalto ao Banco do Brasil de Marcelândia ocorreu no dia 9 de outubro, pela manhã, quando o bando, fortemente armado, rendeu clientes e funcionários e fugiu, levando seis reféns e também o dinheiro que estava no cofre. O montante foi estimado em R$ 100 mil.
Os bandidos fizeram seis pessoas reféns, que foram sendo libertadas aos poucos, para dificultar a ação dos policiais.
Conforme testemunhas, eles se mostraram arrogantes, dentro da agência, constrangendo clientes e funcionários e, principalmente, debochando o trabalho dos policiais.
Durante o assalto, a quadrilha colocou alguns clientes na frente da agência, como escudos humanos, para evitar ação da Polícia.
Testemunhas também disseram que, para intimidar os policiais, começaram a atirar para o alto.
Mesmo assim, os policiais cercaram o local, somente para acompanhar a ação dos bandidos.
Conforme a Polícia Militar, os bandidos chegaram numa picape Hilux e numa L 200, possivelmente roubadas.
Eles ficaram por cerca de uma hora dentro da agência, recolhendo todo o dinheiro.
Mesmo com os policiais fechando as saídas da cidade, os bandidos conseguiram escapar.
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