NOTÍCIA | CRIME BRUTAL

Decretada por facção por dívida do filho, dona de marmitaria de Cuiabá levou 68 facadas e tem olho arrancado

A vítima passou por sessão de espancamento; olho esquerdo arrancado não foi localizado

Por: GIOVANA GIRALDELLI DA - Mídia Jur
Publicado em 22 de Dezembro de 2025 , 08h16 - Atualizado 22 de Dezembro de 2025 as 08h31


Reprodução
O laudo emitido pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) revelou novos detalhes sobre o assassinato de Elaine Barbosa de Oliveira, de 53 anos, morta com extrema violência no Distrito do Sucuri, em Cuiabá.
 
A vítima sofreu 68 facadas e foi espancada antes de morrer, além de ter o olho esquerdo arrancado, que ainda não foi encontrado.
 
A informação foi confirmada durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (22). Elaine foi encontrada sem vida na manhã do dia 17 de outubro, próximo à caminhonete que usava para fazer entregas de marmitas.
 
Ela estava desaparecida desde a noite de 15 de outubro. Na lataria do veículo, os policiais identificaram a mensagem “tá paga a dívida” escrita na poeira.
 
Informações preliminares indicam que a execução de Elaine tem relação com o envolvimento do filho com o tráfico de drogas. Alguns relatos dão conta de que ele teria perdido uma carga avaliada em R$ 30 mil. 
 
O corpo apresentava múltiplos ferimentos nas costas, peito e rosto, além de ter o olho esquerdo arrancado, o que, segundo investigadores, é uma prática associada à atuação de facções criminosas.
 
Conforme o boletim registrado pelo esposo de Elaine, ela vinha recebendo ameaças constantes relacionadas a dívidas financeiras. Segundo ele, Elaine estava assustada nos dias que antecederam o crime e chegou a evitar sair sozinha.
 
A investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue analisando se a execução foi ordenada por agiotas ou se há envolvimento de outros grupos.
 
O delegado Caio Fernando Albuquerque, responsável pelas diligências iniciais, reforçou que o caso apresenta características de homicídio premeditado e com extrema crueldade.
 
A Polícia Civil continua o caso. Até o momento, ninguém foi preso.
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JUARA MATO GROSSO



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