Desmatamento no Mato Grosso aumenta 939% em dois meses
Segundo boletim, o Estado teve um aumento de 1.002% na degradação florestal
O Estado do Mato Grosso teve um aumento de 939% no desmatamento e mais de 1000% na degradação florestal nos meses de agosto e setembro se comparado com o mesmo período de 2013. O Estado foi responsável por mais de um quarto de toda área desmatada na floresta Amazônica, nos dois primeiros meses do calendário do desmatamento, que vai de agosto a julho.
De acordo com o boletim do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente (Imazon), o Mato Grosso destruiu 222 quilômetros quadrados de florestas nos meses de agosto e setembro de 2014. No mesmo período de 2013, o Estado havia desmatado somente 21 km² de florestas.
Conforme o Imazon, o Mato Grosso está na vice-liderança do ranking do desmatamento, atrás somente de Rondônia, que destruiu 260 km² de florestas. Em terceiro lugar ficou o Pará, com 152 km².
Na sequência veio o Estado do Amazonas, com 132 km², Acre com 51 km², Roraima com 20 km² e Tocantins com 1 km². Não houve desmatamento no Amapá.
Segundo o boletim, o Estado teve um aumento de 1.002% na degradação florestal, florestas que foram intensamente exploradas pela atividade madeireira e/ou sofreram com queimadas, em relação ao mesmo período do ano passado. Somente nos meses de agosto e setembro foram registrados 650 km² de degradação florestal. No mesmo período de 2013, o Estado havia degradado apenas 59 km².
Na sequência do ranking da degradação florestal ficou o Pará com 48 km² de florestas degradadas. Rondônia ficou em terceiro com 12 km² e o Amazonas na quarta posição com 1 km². Nenhuma degradação foi registrada nos outros estados que compõe a Amazônia Legal.
Conforme o estudo, o desmatamento na Amazônia aumentou 191% no primeiro bimestre do calendário do desmatamento, em comparação com 2013. Segundo o SAD, no acumulado de 2014 foram destruídos 838 km² de florestas, contra 288 km² de 2013.
Se for analisado apenas o mês de setembro, o aumento é de 290%. Em setembro do ano passado haviam sido desmatados 103 km² contra 401,7 km² de 2014.
Segundo o relatório do Imazon, aproximadamente 59% do desmatamento de setembro ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos de Reforma Agrária (20%), Unidades de Conservação (19%) e Terras Indígenas (2%).
Ao todo, a área degradada foi de 624 quilômetros quadrados. Em 2013, as florestas degradadas somaram 16 quilômetros quadrados.
O levantamento do Imazon é realizado em paralelo ao relatório divulgado pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). A principal diferença é que o Inpe divulga os dados do desmatamento real e da degradação florestal de forma conjunta. Enquanto o Imazon separa os dados.
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