NOTÍCIA | Arresto
Juíza determina "tomada de bens" dos Rivas
Por:
Priscilla Silva, repórter do GD
Publicado em
03 de Julho de 2015 ,
16h09
- Atualizado 03 de Julho de 2015 as 16h09
A juíza Selma Rosane Santos Arruda intimou os advogados do ex-deputado José Geraldo Riva (PSD) e Janete Riva (PSD) para tomarem conhecimento da pretensão de 'tomada de bens" como garantia de pagamentos.
A Ação de Arresto e Hipoteca Legal é uma medida assecuratória solicitada pelo Grupo de Atuação especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). O despacho foi publicado no Diário de Justiça que circula nesta sexta-feira (03). A matéria corre em segredo de Justiça.
A defesa do Riva informou que ainda não tomou ciência do conteúdo, mas presume se tratar de procedimentos da Operação Imperador em que a magistrada deu publicidade de uma decisão, uma vez que a solicitação de arresto já havia sido feita. Consta do andamento do processo que a decisão foi proferida no dia 16 de junho deste ano, antes da deflagração da Operação Ventríloquo.
Arresto consiste na apreensão judicial de bens como garantia de cobrança e pagamento de dívidas futuras.
Operação Imperador
A ação foi deflagrada em fevereiro e culminou na prisão de José Riva, em cumprimento a mandado de prisão preventiva decretada pela Vara Especializada Contra o Crime Organizado, que investiga desvio de dinheiro público por meio de licitações e pagamentos fraudulentos. A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).
A esposa de Riva, Janete Riva e outras 14 pessoas também são investigadas. O grupo responde por crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Operação Ventríloquo
Nesta operação José Riva é apontado como líder de uma organização criminosa instalada na ALMT, que desviou cerca de R$ 10 milhões dos cofres públicos. A ação foi deflagrada na última quarta-feira (01), com a prisão do ex-parlamentar e conduções coercitiva de aproximadamente 15 pessoas ao Gaeco para prestar esclarecimentos.
O ex-secretário de gestão da ALMT Luiz Márcio Bastos Pommont e o advogado Julio Cesar Domingues Rodrigues também tiveram mandado de prisão expedido.
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