Moradores entram em confronto com PMs por construção de linhão em MT
Moradores entram em confronto com PMs por construção de linhão em MT
Moradores e policiais militares entraram em confronto nesta terça-feira (8) por causa da instalação de uma linha de energia de alta tensão no bairro Jardim Santa Amália, em Cuiabá.
Três deles foram presos e liberados durante a noite após a assinatura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) na Polícia Civil.
Quase 58 PMs estavam no local durante a construção da obra para garantir a instalação de postes de energia, autorizada por meio de uma liminar concedida pela Justiça.
No entanto, os moradores se manifestaram contra a obra e alegaram que não foi feito estudo sobre o caso.
Na segunda-feira (7), quando as obras começaram, os proprietários dos imóveis entraram em acordo com a empresa concessionária de energia do estado e permitiram que fossem cavados os buracos para a instalação dos postes.
Porém, se revoltaram porque não esperavam que a obra fosse continuar.
Os moradores alegaram que a rede não pode ser construída perto das casas devido ao risco de contaminação elétrica.
´Essa contaminação pode provocar leucemia, interferência em quem usa marca-passo, entre outros problemas´, disse o presidente da Associação de Moradores, Rowel Araújo.
A entidade já recorreu da decisão judicial que permitiu a realização da obra.
Enquanto isso, afirmou que foi feito acordo entre moradores, Polícia Militar e o oficial de Justiça, que notificou os proprietários das casas sobre a decisão, para o início das escavações para instalar os postes que irão comportar os fios de alta tensão.
O projeto havia sido embargado em abril do ano passado por decisão da Vara Especializada do Meio Ambiente.
Desse modo, o local onde deve passar o linhão foi alterado.
Antes, estava previsto para passar pela avenida principal do bairro.
Agora, deve ser construído na Rua Rouxinol, paralela à avenida.
A empresa concessária de energia ingressou com um pedido de liminar que foi deferido pela Justiça no dia 28 deste mês.
Antes disso, a 29ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística havia protocolado com uma ação civil pública contra a construção da linha.
Porém, o pedido ainda não foi analisado.
No documento, o promotor Ezequiel Borges de Campos argumentou que não foi realizado Estudo de Impacto de Vizinhança e nem audiências públicas com os moradores para discutir sobre o assunto.
O Ministério Público Estadual (MPE) ainda aguarda relatório do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura sobre as obras para então emitir um parecer sobre o caso.
Segundo o profissional responsável pela análise, o documento está em fase final de elaboração.
Faltam somente dados técnicos da linha de energia, que são fornecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A Rede Cemat e a empresa responsável pela construção disseram que não vão falar sobre o assunto por estar sob análise judicial.
MAIS NOTÍCIAS





