Professores realizam assembleia nessa segunda e greve deve continuar
Conselho de representantes não aprovou propostas do Governo
Após dois dias de discussões, o Conselho de Representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) definiram as pautas a ser tratada na Assembleia Geral desta segunda-feira (04.07). Serão apresentadas para apreciação da categoria, além dos informes, o indicativo para manter a greve iniciada no final de maio.
O concelho de representantes entendeu que a greve deve continuar porque o documento apresentado pelo Governo não atende a pauta de reivindicação.
As principais reivindicações dos profissionais da educação são: suspensão do Edital da MTPAR, com chamada para Conferências participativas sobre PPP’s, apresentação do calendário de concurso público e cumprimento integral da Lei 510/2013, não foram contempladas na resposta apresentada pelo Governo.
De acordo com o Sintep, o Governo do Estado não retirou do edital para possível implantação das PPPs (Parcerias Públicos Privadas) os itens não pedagógicos. A categoria reivindica integração dos profissionais nos cargos de vigilância, da limpeza e da alimentação (merenda), a carreira. “O documento foi rejeitado por ser avaliado pelos delegados presentes no Conselho como inconsistente. A resposta apresentada foi desaprovada por unanimidade”, afirma o presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes do Nascimento.
Nos itens de reivindicação, a recomposição salarial, exigida coletivamente com as categorias que compõem o Fórum Sindical, está também inserida na pauta da Educação. Os servidores não aceitam a proposta de pagamento de 7,36% aprovado pela Assembleia Legislativa. “Sem a recomposição inflacionária a Lei 510/2013 é descumprida e os salários do profissionais da educação continuarão sem conquistar o Poder de Compra, pelo qual ficaram 67 dias de greve em 2013”, diz Henrique.
Diante desses pontos, a Assembleia Geral desta segunda dará os novos rumos ao movimento, inclusive definindo as próximas agendas de mobilização. O Conselho apontou ainda pela realização de novo CR seguido de Assembleia Geral, após o Governo reencaminhar novas propostas e estas serem debatidas com as bases.
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