NOTÍCIA | CONTRA A VOLTA ÀS AULAS

Sintep/MT apresenta posição contrária a retomada do calendário letivo em Comissão de volta às aulas

O certo é que o calendário está incerto, mas a Seduc insiste que as atividades com docentes, estudantes e familiares serão feitas a contento.

Por: Assessoria/Sintep-MT
Publicado em 07 de Agosto de 2020 , 06h46 - Atualizado 07 de Agosto de 2020 as 06h55


Assessoria/Sintep-MT

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) participou  da reunião da Comissão da Volta às Aulas organizada pela Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (06.08), com a constatação de que o calendário letivo de 2020, deveria ser retomado apenas quando houvesse viabilidade sanitária para as aulas presenciais.

Após os inúmeros debates feitos nas diversas reuniões ocorridas fica confirmado e evidente, nesta reunião, com a apresentação dos dados da pesquisa feita pela Universidade de Minas Gerais, que copilou respostas de mais 15.654 docentes, dos quais Mato Grosso contribuiu com 711 participações sobre aulas on-line. E ainda, foi reafirmada pela explanação sobre a Resolução 003/2020, do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE-MT), que trata da retomada das aulas durante a pandemia.

No primeiro caso o diagnóstico da pesquisa confirmou as dificuldades de acesso e participação dos estudantes as aulas remotas, a inviabilidade do auxílio dos pais nas tarefas, e ainda, a deficiência de equipamentos pessoais para que os próprios professores possam executar as aulas.  Em Mato Grosso, especificamente, se destacou a inexperiência dos profissionais com as tecnologias, bem como a falta de capacitação tecnológica por parte do governo, somada a dificuldade individual dos educadores em trabalhar com as tecnologias. 

“O modelo proposto pelo governo só agrava a exclusão e compromete o direito a educação. Ficam de fora os estudantes com deficiência, os indígenas, quilombolas e aqueles estudantes do campo”, ressaltou o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira. 

O certo é que o calendário está incerto, mas a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) insiste que as atividades com docentes, estudantes e familiares serão feitas a contento. O que para a secretária adjunta de Políticas Educacionais do Sintep/MT, Maria Luiza Zanirato, se apresenta temerário, para assegurar a aprendizagem. “Será reprovação para os que não aprenderam o mínimo para sua faixa etária ou haverá promoção automática? Na verdade, não haverá alinhamento, mas múltiplos calendários”, destacou.

Para o presidente do Sintep/MT, é necessário considerar o rompimento da pressão que advém do setor privado; a necessidade do poder público garantir os subsídios, ajuda e linhas de créditos para não penalizar o setor privado, e estes garantirem os empregos dos trabalhadores das instituição privadas. “Cabe destacar que a maioria dessas escolas tem uma clientela diferenciada. O papel do CEE-MT é fundamental para que não se coloque na centralidade da discussão o debate das questões econômicas e do calendário escolar. Calendário é importante, mas, o que deverá sobrepor a todos os debates são os mecanismos que garanta o processo de ensino aprendizagem”, concluiu.

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