NOTÍCIA | PENA MÁXIMA

Mentores de massacre nas Filipinas condenados a 40 anos de prisão

Entre os 57 mortos em emboscada, havia 32 jornalistas

Por: RTP (emissora pública de televisão de Portugal)
Publicado em 19 de Dezembro de 2019 , 08h24 - Atualizado 19 de Dezembro de 2019 as 08h26


Reuters/Eloisa Lopez/Direitos Reservados

Um tribunal das Filipinas condenou hoje (19) à pena máxima de 40 anos de prisão os mentores de um massacre político de 2009 no sul do país, que deixou 57 mortos, incluindo jornalistas.

Após um julgamento de dez anos, Andal Ampatuan Júnior, filho do governador da província de Maguindanao, e outros membros do seu clã familiar e político foram condenados pelo homicídio de 57 pessoas, incluindo 32 jornalistas, durante uma emboscada no sul do país, em novembro de 2009.

A lawyer of a victim's family shows the page of the decision citing guilt of the primary suspects in the 2009 Maguindanao Massacre case after its promulgation in Taguig City, Metro Manila, Philippines, December 19, 2019. REUTERS/Eloisa Lopez
Advogado da família de uma das vítimas do massacre mostra a página da sentença de culpa dos principais suspeitos    (Reuters/Eloisa Lopez/Direitos Reservados)

As vítimas viajavam numa caravana na localidade de Ampatuan, na ilha de Mindanau, quando foram alvo de uma emboscada, tendo sido mortas e enterradas no local. É considerado o pior massacre na história do país.

Andal Ampatuan Júnior já havia sido formalmente acusado em 27 de novembro de 2009 de morte no massacre, tendo já cumprido dez dos 40 anos a que agora é condenado.

Várias organizações de defesa da liberdade de imprensa, com o Sindicato Nacional de Jornalistas das Filipinas, organizaram uma vigília na cidade de Quezona, que contou com a presença de familiares de alguns dos jornalistas assassinados e na qual pediram o fim da impunidade no país.

Cem pessoas, incluindo muitos membros do clã Ampatuan, foram acusados do crime, mas o processo arrastou-se nos tribunais durante anos, com os advogados de defesa apresentando sucessivos recursos.

O julgamento terminou em julho e o Supremo Tribunal deu à juíza responsável pelo processo até 20 de dezembro para examinar todas as provas e proferir a sentença.

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