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Chefe do Dimutran diz que estuda mudanças no trânsito da Avenida Ayrton Senna para reduzir acidentes.

Amaurício Cordeiro se defendeu das críticas sobre a rotatória: Em nenhum momento foi definido que a rotatória seria construída.

Por: Show de Notícias
Publicado em 17 de Junho de 2026 , 08h11 - Atualizado as 08h14


Reprodução

O chefe do Departamento Municipal de Trânsito (Dimutran), Amaurício Cordeiro, concedeu entrevista à TV Amplitude para esclarecer os estudos técnicos que estão sendo realizados na Avenida Ayrton Senna, uma das vias com maior fluxo de veículos em Juara e que, ao longo dos anos, tem registrado diversos acidentes graves, inclusive com vítimas fatais.

Segundo Amaurício, existe uma preocupação da administração municipal diante dos constantes acidentes registrados no local, situação que levou o Executivo a solicitar ao Dimutran a elaboração de estudos para identificar possíveis intervenções capazes de melhorar a segurança viária.

De acordo com ele, o trabalho está sendo desenvolvido em conjunto com o setor de planejamento da Prefeitura e com o arquiteto Meritawara, responsável por auxiliar nos levantamentos técnicos necessários para a definição da melhor alternativa.

Entre as opções analisadas está a implantação de uma rotatória nas proximidades de um posto de combustíveis e de um supermercado localizados na saída para Cuiabá. O objetivo seria organizar melhor o fluxo de veículos e reduzir os riscos de colisões.

Amaurício explicou que, na última sexta-feira, equipes do município realizaram medições e testes no local, incluindo a demarcação de um círculo no pavimento para avaliar se existem condições técnicas para a construção da rotatória.

“Em nenhum momento foi definido que a rotatória seria construída. O que ocorreu foi apenas um estudo técnico para verificar a viabilidade da obra”, esclareceu.

O chefe do Dimutran lamentou que algumas pessoas tenham interpretado equivocadamente a ação e disseminado informações falsas, levando parte da população a acreditar que a obra já estava aprovada e prestes a começar.

Segundo ele, para que a rotatória seja implantada, será necessária uma série de adequações na área, incluindo possíveis cortes em meios-fios, intervenções no canteiro central e até mesmo a retirada de algumas palmeiras. Também poderá ser necessária a colaboração de empresários e proprietários de imóveis próximos, caso haja necessidade de utilização de pequenas áreas dos terrenos para adequação do projeto.

Amaurício ressaltou que a principal motivação do estudo é preservar vidas.

“Quantas vidas mais deverão ser perdidas naquele local? Quantas pessoas mais precisarão ficar mutiladas para que todos entendam a necessidade de uma intervenção?”, questionou.

Caso os estudos apontem que não há espaço ou condições técnicas para a construção da rotatória, o município já avalia uma segunda alternativa: a instalação de um semáforo no cruzamento.

“O poder público precisa tomar alguma atitude. Fomos provocados pela sociedade e estamos atendendo esse clamor. Se a rotatória não for viável, vamos analisar a implantação de um semáforo para melhorar a segurança do trânsito naquela região”, afirmou.

O chefe do Dimutran reforçou que todas as decisões serão tomadas com base em critérios técnicos e que o objetivo é garantir mais segurança para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres que utilizam diariamente a Avenida Ayrton Senna.

Enquanto os estudos continuam, a expectativa é que uma definição sobre a melhor intervenção seja anunciada após a conclusão das análises realizadas pelos setores técnicos do município.

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