Médico esclarece causa da morte de servidora Marcela Rodrigues de Paula
Muitos comentários nas redes sociais, diziam que ela havia falecido de Chikungunya
O médico Auro Renan Brito, diretor clínico do Hospital Municipal de Juara, esclareceu nesta quinta-feira (22) ao programa Show de Notícias a real causa da morte da servidora pública Marcela Rodrigues de Paula, de 40 anos, que faleceu durante a manhã.
Nos primeiros momentos, rumores indicavam que a causa poderia estar relacionada à Chikungunya, uma das arboviroses em circulação no município. No entanto, Dr. Auro descartou essa hipótese, explicando que Marcela não faleceu por dengue, Zica ou Chikungunya.
“Essa paciente teve um quadro de arbovirose dias antes, mas evoluiu com outras complicações. Ela tinha outras doenças pré-existentes e acabou desenvolvendo um quadro de erisipela, que levou a uma complicação infecciosa e inflamatória grave. Infelizmente, sofreu um mal súbito e não resistiu, apesar de todos os cuidados tomados pela equipe médica”, explicou o médico.
Dr. Auro aproveitou para reforçar que Juara ainda enfrenta uma epidemia de arboviroses — Dengue, Zica e Chikungunya — e alertou para a importância da hidratação durante esse período.
“São doenças virais que causam muita desidratação, dores e mal-estar. A orientação é beber bastante líquido, acima dos dois litros recomendados normalmente. Quem estiver doente deve consumir entre três e quatro litros por dia”, recomendou.
O diretor clínico também esclareceu que os dois óbitos recentes, incluindo o de Marcela, não têm relação com arboviroses.
Até o momento, apenas um óbito confirmado por arbovirose foi registrado em Juara nos últimos 20 a 30 dias, segundo o médico.
Diante do aumento de casos e da lotação no Hospital Municipal, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) está funcionando até as 23h durante toda a semana para dar suporte.
Dr. Auro finalizou com um apelo à população:
“Pedimos paciência e compreensão caso haja demora nos atendimentos. Estamos com superlotação, mas trabalhando com responsabilidade para atender todos. E reforçamos: febre persistente por mais de três dias deve ser avaliada. E, de preferência, evitem o uso de ibuprofeno em crianças com febre, optando por dipirona ou paracetamol”, concluiu.
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