NOTÍCIA | RELATO DE SOBREVIVENTE

Delegada de Aripuanã fala do relato de sobrevivente sobre chacina na estrada para Juína

A sobrevivente de 19 anos era casada com Jonas. O veículo utilizado para trancar a estrada foi incendiado, assim como o corpo de uma das vítimas;

Por: redação Gazeta Digital
Publicado em 25 de Novembro de 2020 , 08h19 - Atualizado 25 de Novembro de 2020 as 08h32


Reprodução
Delegada da Polícia Civil de Aripuanã, Amanda Menuci Petelinkar iniciou as investigações para identificar os autores e a motivação da chacina que deixou 4 mortos no município (distante 1.002 km de Cuiabá). Os crimes, pelo estado de putrefação dos corpos, ocorreram no sábado (21) quando as vítimas desapareceram. 
 
Os corpos das vítimas, Luiz Felipe Viana Antonio da Silva, 19, Jonas dos Santos, 25, Leoncio dos Santos, 40, e Ezilene Taveres Viana, 41, conhecida como Babalu, foram localizados por populares na segunda-feira (23), em uma área de garimpo ilegal. 
 
A delegada confirma que as informações preliminares são de uma quinta pessoa, rendida pelos suspeitos que estavam um carro preto. Segundo relato desta testemunha, que afirmou à delegada que está grávida, ela foi poupada da chacina porque o marido, que está entre os mortos, implorou pela sua vida. 
 
Pelas informações da sobrevivente, eles estavam com destino a Aripuanã, quando foram trancados na estrada por quatro homens, que estavam em uma caminhonete, um deles usando uma arma longa. O mesmo veículo foi usado para impedir a passagem do carro com as vítimas, o que caracteriza emboscada. 
 
Todos, segundo a mulher, foram rendidos e conduzidos por cerca de 50 km, já em direção ao município de Juína. Neste momento, teria acontecido as mortes. A saída de Aripuanã ocorreu por volta das 09h00.
 
A delegada não deu detalhes de como a sobrevivente saiu do local e porque, só na segunda-feira, ela chegou a contar para a polícia. 
 
A sobrevivente de 19 anos era casada com Jonas. O veículo utilizado para trancar a estrada foi incendiado, assim como o corpo de uma das vítimas;
 
Sobre Babalu
 
Conhecida por ser dona de bar, há um registro de um estabelecimento comercial Mix Bar, com o nome da vítima. O Mix Bar funcionava no município de Pontes e Lacerda, com um capital inicial de R$ 12 mil. 
 
Veja vídeo do relato da delegada 
 

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