Após dois dias de buscas, bombeiros localizam vítima de afogamento no rio Aripuanã, em Colniza
Acidente ocorreu durante travessia de embarcação que virou no rio; apenas uma das vítimas conseguiu sobreviver
Na manhã desta quinta-feira (17), o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) localizou o corpo de um homem que havia desaparecido após um naufrágio no rio Aripuanã, em Colniza, distante 1.058 quilômetros de Cuiabá. A vítima, que não teve o nome divulgado até o momento, estava desaparecida desde a noite de terça-feira (15), quando a embarcação em que estava virou durante a travessia do rio, nas proximidades da ponte principal da região. O caso foi inicialmente reportado pela 11ª Companhia Independente de Bombeiros Militar, de Campo Verde, e repassado à 14ª CIBM, sediada em Juína, responsável pelo atendimento.
Segundo depoimento de uma testemunha que sobreviveu ao acidente, os dois tentavam cruzar o rio em uma pequena embarcação quando esta perdeu o equilíbrio e virou, lançando ambos nas águas profundas. Pessoas que estavam às margens do rio presenciaram o ocorrido e tentaram auxiliar no resgate, conseguindo salvar apenas a testemunha. A vítima submergiu e desapareceu na correnteza, dando início à operação de busca com mergulhadores.
Os trabalhos de busca começaram na manhã de quarta-feira (16), com o deslocamento de uma equipe especializada da 14ª CIBM. Os mergulhadores realizaram diversas varreduras na área indicada, sem sucesso no primeiro dia. Na manhã seguinte, com o apoio de uma embarcação, as buscas foram ampliadas. Por volta das 9h30, o corpo foi encontrado boiando a aproximadamente 15 quilômetros de distância do ponto onde ocorreu o acidente, evidenciando a força da correnteza e a complexidade da operação.
Após a localização do cadáver, os militares fizeram a remoção até a margem do rio, tomando todas as medidas técnicas de preservação da cena. A Polícia Civil de Colniza foi acionada imediatamente para os procedimentos legais e periciais. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames cadavéricos que possam indicar as causas exatas do óbito e confirmar a identidade da vítima.
O tema central da ocorrência é a vulnerabilidade das travessias fluviais em regiões remotas como Colniza, onde a precariedade de equipamentos e a ausência de medidas preventivas continuam resultando em tragédias evitáveis. A falta de coletes salva-vidas, o uso de embarcações inadequadas e a ausência de fiscalização são fatores que contribuem diretamente para o alto índice de afogamentos na região.
De acordo com dados do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, somente em 2024 foram registradas 62 mortes por afogamento em todo o estado, sendo que 17 ocorreram em rios do norte mato-grossense, como o Aripuanã e o Juruena. A maioria das vítimas são homens, com idade entre 25 e 45 anos, e os acidentes ocorrem principalmente durante travessias improvisadas ou recreações em locais sem infraestrutura. As estatísticas reforçam a urgência de políticas públicas voltadas à segurança aquática em áreas ribeirinhas.
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