NOTÍCIA | SEM SAÍDA

PF tenta apreender R$ 100 mi de organização de megatraficante

São cumpridos 18 mandados de prisão e busca e apreensão em Mato Grosso e no Paraná

Por: MÍDIA NEWS
Publicado em 22 de Novembro de 2018 , 10h11 - Atualizado 22 de Novembro de 2018 as 11h07


A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (22), a quarta fase da Operação Spectrum, visando o combate aos crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro, organização criminosa, associação para o tráfico internadional de drogas e outros delitos.

 

A nova fase, chamada de "Sem Saída", cumpre 18 mandados judiciais - sendo dois de prisão preventivas, dois de prisão temporária e 14 de busca e apreensão - em Cuiabá e nos municípios de Brasnorte (MT), Tapurah (MT), Juara (MT) e Nova Maringá (MT), além de Curitiba (PR).

 

Durante a primeira fase da Operação Spectrum, a PF prendeu o megatraficante internacional Luiz Carlos da Rocha - o "cabeça branca" - em Sorriso (a 415 km de Cuiabá). Na ocasião, no apartamento dele, em São Paulo, a polícia apreendeu mais deUS$ 4,54 milhões (R$ 14,8 milhões).

 

Até o momento, a operação já apreendeu aproximadamente R$ 500 milhões em patrimônio da organização criminosa comandada por Luiz Carlos da Rocha, somente em solo brasileiro. Dentre os bens sequestrados estão 16 fazendas em Mato Grosso que, somadas, representam uma área de aproximadamente 40 mil hectares.

 

Além disso, foram encerradas 41 empresas, apreendidas 42 mil cabeças de gado e sequestradas 31 fazendas em solo paraguaio.

 

A nova fase da operação envolve cerca de 100 policiais federais. A expectativa da PF é de que, durante a Operação Sem Saída, sejam arrecadados mais de R$ 100 milhões de reais - sendo que, somente em fazendas, o patrimônio apreendido deve ser de mais de 11 mil hectares.

 

Conforme a Polícia Federal, trata-se da maior operação da história deles na desarticulação patrimonial de organização criminosa com atuação no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

 

Os presos deverão ser conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça.

 

Sem Saída

 

O nome da operação é  em alusão ao fato de que todos aqueles que participaram da organização criminosa ou de alguma forma se associaram a Luiz Carlos da Rocha serão identificados e responsabilizados.

 

Isso porque, conforme a PF, todas as informações levantadas no curso das investigações estão sendo minuciosamente analisadas, não deixando saída para tais suspeitos.

 

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