Mendes prevê que Taques deixe rombo de R$ 1,8 bi para 2019
Governador eleito culpa crescimento da folha salarial e de duodécimos para despesa maior que receita
Números entregues pelo governador eleito Mauro Mendes (DEM) aos deputados estaduais, em uma reunião na manhã de quarta-feira (05), projetam uma dívida de R$ 1,896 bilhão que será deixada pela administração do governador Pedro Taques (PSDB).
Os valores negativos vão impactar no orçamento do próximo ano. Desta forma, Mendes apresentou uma lei Orçamentária Anual (LOA) com uma receita de R$ 19,6 bilhões, mas um déficit superior a esse valor em R$ 1,5 bilhão.
De acordo com os números apresentados pelo governador eleito, de junho a dezembro deste ano, a receita total do Estado será de R$ 9,8 bilhões – os valores contabilizados de dezembro ainda podem sofrer alterações.
Entre as receitas tributárias, está o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). No período citado, o tributo vai somar R$ R$ 6,3 bilhões. Já o IPVA deve chegar a R$ 280,2 milhões.
O Estado ainda recebeu diversas transferências da União. Ao todo devem somar R$ R$ 1,3 bilhão. Um dos valores citados é o FEX (Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações), que ainda não foi repassado. O valor esperado é de R$ R$ 392 milhões.
Já as despesas, de junho a dezembro, devem somar R$ 7,4 bilhões. Neste quesito, somente em folha salarial do Executivo, o valor acumula em R$ 2,7 bilhões.
Com os Poderes, o Estado deverá acumular um gasto de R$ 1,5 bilhão.
Pelo fato de o Estado ter uma receita disponível do Tesouro projetada de R$ 5,5 bilhões, e a despesa chegar a R$ 7,4 bilhões, o “rombo” chega a R$ 1,896 bilhão.
“Fizemos uma reunião com todos os deputados para que pudéssemos conversar sobre o cenário de 2018, da execução orçamentária e financeira do Estado, que aponta para um déficit neste ano, de falta de recurso, na ordem de R$ 1,8 bilhão”, disse Mendes.
“E apresentei a eles uma prévia do orçamento real, para ser encaminhado na próxima semana, da Lei Orçamentária de 2019, que aponta para um déficit já previsto e programado para 2019 de R$ 1,5 bilhão. Ou seja, se todas as receitas acontecerem como estão programadas e se todas as despesas acontecerem como estão programadas, vai faltar R$ 1,5 bilhão”, afirmou.
O governador eleito disse acreditar que o déficit se deve ao aumento excessivo da folha de pagamento e os repasses de duodécimo dos Poderes.
“As receitas cresceram, razoavelmente, acima da inflação nos últimos anos. O que aconteceu foi uma elevação das despesas, notadamente a folha de pagamento, que cresceu consideravelmente nos últimos anos. Só em quatro anos foi 75% de crescimento da folha. Óbvio que a receita não cresceu isso”, disse.
“A LOA orçamentária pedi que fosse feita cuidadosamente dentro da mais absoluta realidade dos fatos e números. Não podemos mais conviver em um cenário de mentiras, fazer de conta, como todos os anos fizeram, que estava tudo equilibrado. Mandavam uma LOA dizendo que receita seria igual despesa, Mas 2018 demonstra que está fechando o ano com um déficit de R$ 1,8 bilhão”, completou.
Veja a tabela do resultado financeiro projetado:

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