NOTÍCIA | PRODUÇÃO DE AÇAÍ

Carlos César Floriano aprova unidade móvel produtora de Açaí

A balsa processadora é um projeto inovador que usará energia solar e das águas dos rios para funcionar.

Por: Carlos César Floriano - CEO do Grupo VMX
Publicado em 21 de Maio de 2021 , 09h17 - Atualizado 21 de Maio de 2021 as 09h24


Reprodução VMX Agro

CEO do Grupo VMX, Carlos César Floriano, está otimista com as possibilidades que serão criadas no agronegócio após o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) registrar o primeiro estabelecimento móvel produtor de bebidas do Brasil.

O registro, realizado na quinta-feira, 6 de maio de 2021, somente foi possível após a publicação da Instrução Normativa nº 04/2021, que alterou a IN nº 72/2018. A balsa processadora de açaí pertence à empresa Bertolini da Amazônia Ltda.

Para Carlos César Floriano “a instalação de agroindústrias em unidades móveis viabiliza a produção em regiões onde há lavouras de frutas, mas que não dispõem de adequada estrutura de industrialização”, explica.

O registro de estabelecimentos móveis permite o acesso à regularização da produção de bebidas em localidades de difícil provimento de serviços públicos, sem dispensar os controles e condições higiênico-sanitárias exigidos para qualquer outro estabelecimento de bebidas.

A agroindústria móvel conta com uma linha de produção completamente automatizada, com capacidade de processamento de 20 toneladas de frutos e 12 toneladas de polpa congelada de açaí por dia. Além disso, tem três câmaras frigoríficas com capacidade para 300 toneladas de armazenamento.

O açaí é um fruto que tem o tempo de vida muito curto e isso sempre foi uma dificuldade no estado do Amazonas, onde as distâncias são medidas em dias de navegação. O registro da balsa junto ao Mapa vai permitir levar a fábrica aos locais onde existe o fruto e que, até então, não tinha como escoar esta produção com consequente ganho de qualidade do produto.

Além do açaí, outros frutos também podem ser processados pela agroindústria móvel como cupuaçu, taperebá, acerola, camu-camu, abacaxi, melancia, araçá, graviola, manga, maracujá, babaca, patauá, goiaba e caju.

“O estabelecimento irá beneficiar mais de 5 mil famílias, com a criação de 50 empregos diretos para as comunidades locais durante as viagens realizadas e a injeção de R$ 5 milhões anuais, eliminando o atravessador” explica e comemora Carlos César Floriano.

Os procedimentos de registro contaram com o apoio da Coordenação de Fiscalização de Vinhos e Bebidas e da Superintendência Federal de Agricultura do Rio Grande do Norte, o que foi uma experiência muito interessante e desafiadora, pois, diante do projeto apresentado, foram realizadas vistorias remotas, o que acabou trazendo uma grande carga de responsabilidade aos envolvidos, principalmente por se tratar da primeira solicitação de registro de estabelecimento em uma unidade itinerante, somado ao fato de se tratar de um grandioso empreendimento.

Carlos César Floriano e a sustentabilidade da proposta

A balsa processadora é um projeto inovador que usará energia solar e das águas dos rios para funcionar. Os filtros de água instalados transformam a água captada do rio em água potável para os tripulantes. Além disso, quando esta água for devolvida passará por um sistema de tratamento de efluentes que a deixará limpa e com qualidade superior à de quando foi retirada do rio para utilização na fábrica.

 

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