NOTÍCIA | DEFESA DA PECUÁRIA

Pecuaristas brasileiros se posicionam contra incorporação de exigências da União Europeia sobre uso de antimicrobianos na produção animal

Veja a Nota Oicial divugada por essas entidades

Por: Augusto camacho - assessoria
Publicado em 11 de Julho de 2026 , 07h36 - Atualizado 11 de Julho de 2026 as 07h39


Reprodução
Entidades representativas da pecuária brasileira divulgaram uma nota institucional manifestando posição contrária a uma eventual incorporação de exigências da União Europeia à regulamentação nacional sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
 
O documento é assinado por diversas instituições do setor, entre elas a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Associação dos Pecuaristas de Rondônia (Apron), União Nacional da Pecuária (Unapec), Sociedade Rural Brasileira (SRB), Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Associação dos Criadores do Pará (Acripará), Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso (ACNMT), Associação Grupo Pecuária Brasil (GPB) e Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável (MBPS).
 
Segundo as entidades, o setor defende o uso responsável dos antimicrobianos, baseado em critérios técnicos, científicos e nas normas estabelecidas pelas autoridades sanitárias brasileiras. As instituições destacam que o Brasil possui um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos do mundo, garantindo que esses produtos sejam utilizados de forma segura e dentro dos padrões internacionais.
 
Na avaliação das entidades, os antimicrobianos autorizados pelo Codex Alimentarius, referência internacional reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC), são ferramentas importantes para a produção pecuária moderna. Quando utilizados de maneira adequada, contribuem para a saúde e o bem-estar dos animais, melhoram a eficiência alimentar e auxiliam no desempenho dos rebanhos.
 
As associações afirmam que a imposição de restrições sem respaldo científico pode comprometer a competitividade da pecuária brasileira e impactar a eficiência produtiva e ambiental do setor.
 
No posicionamento, as entidades ressaltam que exigências comerciais específicas de determinados mercados não devem ser transformadas em obrigações para toda a cadeia produtiva nacional.
 
Segundo o documento, produtores que desejam acessar mercados com regras próprias devem atender às exigências desses destinos, mas essas condições não devem gerar custos adicionais, limitações ou burocracias para pecuaristas que abastecem o mercado interno ou outros países com regulamentações diferentes.
 
As entidades também alertam para o risco de que a incorporação dessas exigências externas à legislação brasileira abra precedentes para futuras condicionantes relacionadas a questões ambientais ou produtivas, influenciando a formulação das políticas públicas nacionais.
 
Para o setor, qualquer mudança dessa natureza deve ser amplamente debatida e construída com base em critérios técnicos, científicos e considerando a realidade da pecuária brasileira, especialmente a situação dos pequenos produtores.
 
As instituições defendem que o Brasil continue ampliando sua participação no mercado internacional e atendendo às exigências dos países importadores quando houver interesse comercial. No entanto, reforçam que essas regras devem permanecer restritas às cadeias produtivas destinadas a esses mercados, preservando a autonomia regulatória do país.
 
Ao final da nota, as entidades reafirmam confiança nas autoridades brasileiras de defesa agropecuária e conclamam o Governo Federal, o Congresso Nacional e o setor produtivo a defenderem a soberania regulatória, a segurança jurídica e a competitividade da pecuária brasileira.
 
Segundo o posicionamento, as decisões relacionadas à produção nacional devem continuar sendo tomadas no Brasil, fundamentadas em critérios técnicos e científicos, sem influência de pressões externas.
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JUARA MATO GROSSO



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