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Juiz gera revolta ao perguntar se agressor que acorrentou mulher apanhou da polícia e se toma remédios controlados
Magistrado perguntou se policiais tinham agredido homem que manteve ex-esposa acorrentada por cinco dias em Goiás
Por:
DO REPÓRTERMT
Publicado em
24 de Agosto de 2026 ,
17h15
- Atualizado 24 de Agosto de 2026 as 17h25
A condução de uma audiência de custódia realizada no sábado (22) em Goiás tornou-se alvo de intensos debates e críticas nas redes sociais.
No procedimento judicial, foi convertida em preventiva a prisão em flagrante de Ailton Rodrigues de Souza, acusado de sequestrar, manter a ex-esposa Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, acorrentada, amordaçada e sedada por cinco dias, além de cometer estupros repetidos. O que gerou revolta na internet foram os questionamentos feitos pelo magistrado ao acusado.
Durante a audiência, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o juiz perguntou ao custodiado sobre eventuais agressões durante a abordagem policial, checando a integridade física dele e perguntando sobre o uso de medicamentos controlados.
Ao responder, Ailton afirmou não ter sofrido violência física direta, mas alegou ter recebido ameaças e mencionou o uso de calmantes para conter crises nervosas.
A postura do magistrado, voltada a resguardar a legalidade do ato e evitar a nulidade processual, foi amplamente interpretada por usuários nas redes sociais como uma suposta "brandura" ou tratamento privilegiado ao agressor.
A indignação popular inflamou-se na internet diante da gravidade do crime, causando repulsa em razõ da violência extrema praticada contra a vítima.
O caso e o resgate
O crime veio à tona na última sexta-feira (21), quando policiais militares do Entorno Oeste localizaram o cativeiro em Águas Lindas de Goiás (GO). A jovem estava desaparecida desde o dia 17 de agosto, após sair para uma consulta médica.
Imagens de segurança registraram seus últimos movimentos antes de ser interceptada e sequestrada pelo ex-companheiro.
No local do cativeiro, os policiais encontraram a vítima presa com algemas, cordas e correntes de ferro, além de uma máscara no rosto para abafar seus gritos. Após a libertação, a vítima relatou ter sido submetida a estupros reiterados e mantida sob efeito de sedativos.
Durante a audiência de custódia, o próprio investigado confirmou possuir registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e alegou que o armamento estava guardado, negando o uso direto da pistola no sequestro. A Polícia Civil de Goiás segue conduzindo as apurações para fechar o inquérito.
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