NOTÍCIA | MORTA PELA NORA

Perícia diz que sogra foi estrangulada por nora que confessou crime para evitar separação com o marido em Confresa, MT

Em depoimento, a nora Alessandra do Nascimento Gonçalves afirmou que entrou em desespero após marido ameaçar deixá-la, e acreditava que, se algo acontecesse com a sogra enquanto ela estivesse ao lado dele demonstrando apoio, ele não iria embora.

Por: Jardes Johnson, g1 MT
Publicado em 26 de Agosto de 2026 , 07h49 - Atualizado 26 de Agosto de 2026 as 08h30


Reprodução
A causa da morte de Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, foi estrangulamento, segundo conclusão da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
 
A informação foi confirmada ao g1 nesta terça-feira (25). O crime ocorreu dentro da casa de Maria, em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, no último sábado (22). A nora dela, Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, confessou o crime em depoimento e está presa.
 
A vítima também sofreu pauladas na cabeça, mas, de acordo com a perícia, os ferimentos não foram a causa da morte. Segundo o delegado responsável pelo caso, Bruno Gomes, Alessandra atacou a sogra de surpresa ao amanhecer. Depois que Maria caiu, a suspeita teria usado um pedaço de fio para estrangulá-la e impedir que ela continuasse gritando.
 
"Ela esperou a vítima sair de casa ao amanhecer, quando a pegou de surpresa, a golpeando na cabeça. Após ela cair ao solo, pegou um pedaço de fio para consumar o crime e evitar que a vítima gritasse", disse o delegado ao g1.
 
Os policiais militares que atenderam a ocorrência encontraram Maria caída no chão, com grande quantidade de sangue ao redor do corpo e um fio de extensão elétrica no pescoço.
 
No depoimento, Alessandra afirmou apenas que o fio estava sobre um tanquinho e não detalhou como o utilizou. Ela relatou o momento em que atacou a sogra.
 
"Quando eu fui pra cima dela, ela gritou, depois vi que ela não gritou mais. Aí eu entrei em desespero porque eu não sabia mais o que fazer", disse.
 
Durante o depoimento, Alessandra afirmou que o marido estava ameaçando terminar o relacionamento. Segundo o relato, ela acreditava que, se algo acontecesse com a sogra enquanto ela estivesse ao lado dele demonstrando apoio, o marido não iria embora.
 
A suspeita também afirmou que não possui advogado. A motivação e as demais circunstâncias do crime continuam sendo investigadas pela Polícia Civil, enquanto Alessandra permanece presa.
 
Maria Aparecida foi morta por volta das 6h35 de sábado. Vizinhos chamaram a Polícia Militar depois de ouvirem gritos de socorro vindos da residência.
 
Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram o portão trancado e não tiveram resposta ao tentar contato com os moradores. A equipe precisou subir no muro para verificar o que estava acontecendo.
 
Ao perceber a presença dos militares, Alessandra abriu o portão e afirmou que havia ocorrido uma "tragédia" com a sogra. Maria foi encontrada caída dentro da casa. Um pedaço de madeira com sinais de sangue também foi apreendido no local.
 
Alessandra foi levada para prestar esclarecimentos e confessou o crime. Segundo o delegado plantonista Daniel Moura, ela relatou inicialmente que enfrentava problemas familiares e que teve um surto.
 
Equipes da Polícia Civil e da Politec estiveram na residência para realizar a perícia e iniciar a investigação.
 
Maria Aparecida era ex-servidora pública municipal. Após a morte, a Prefeitura de Confresa decretou luto oficial de três dias e publicou uma nota em que destacou os anos em que ela trabalhou no serviço público municipal.
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JUARA MATO GROSSO



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