NOTÍCIA | Eleições 2014

"A pesquisa foi fraudada para beneficiar o Pedro Taques"

"A pesquisa foi fraudada para beneficiar o Pedro Taques"

Por: Mídia News
Publicado em 21 de Julho de 2014 , 05h33 - Atualizado 21 de Julho de 2014 as 05h33


“A pesquisa Vox Populi foi fraudada para beneficiar o candidato Pedro Taques. Não tenho dúvidas quanto a isso”. A declaração é do advogado José Antônio Rosa, que defende a coligação do candidato ao Governo José Riva (PSD).

 

Rosa entrou com representação no TRE-MT para suspender a divulgação do resultado, assim como a sua retirada de veículos de comunicação, e obteve decisão favorável da juíza Ana Cristina Silva Mendes.

 

Segundo ele, o instituto desconsiderou os critérios de proporcionalidade que devem usados em relação à renda, nível socioeconômico, faixa etária e escolaridade.

 

“Sabemos que Cuiabá representa 18% do eleitorado de Mato Grosso, mas o instituto ouviu 40% dos entrevistados na Capital. Ou seja, dos 1.000 questionários aplicados, 400 foram em Cuiabá. Isso criou uma distorção enorme para beneficiar o Pedro Taques e prejudicar o José Riva, sobretudo em relação à sua rejeição, que é maior em Cuiabá do que no Estado como um todo”, afirmou Rosa.

 

Outra evidência de distorção, segundo ele, é que na região do Vale do Arinos, que possui 7,4% dos eleitores, também não foi usada a proporcionalidade.

 

“O Vox Populi deveria ter aplicado 74 questionários na região, mas aplicou apenas 13. E nessa região sabemos que o Riva é bem avaliado, por causa de seu trabalho. No entanto, para prejudica-lo, o instituto não seguiu os critérios corretos naqueles municípios”, disse.

 

“Resumindo, o instituto Vox Populi direcionou sua atuação para inflar as intenções em voto em Pedro Taques e prejudicar seus adversários, principalmente o deputado Riva. Infelizmente, sabemos que essa prática já ocorreu outras vezes com esse instituto, como em Paraná, em 2012”, disse.

 

Decisão da juíza: resultado inconsistente

 

A juíza Ana Cristina Silva Mendes acatou, liminarmente, os argumentos de Rosa.

 

“Determino que o instituto imediatamente suspenda a divulgação do resultado da pesquisa sob pena de seus dirigentes incidirem em crime de desobediência, e que a decisão seja comunicada aos órgãos de imprensa arrolados, inclusive para que promovam a sua divulgação”, determinou.

 

A magistrada também afirmou que o Vox Populi não seguiu os requisitos da lei.

 

“Da análise da documentação apresentada, verifica-se que a pesquisa contestada deixa de contemplar os requisitos exigidos pela legislação de regência, especificamente quanto à ponderação relativa a sexo, idade, grau de instrução e nível econômico, a respeito dos quais apresenta apenas uma referência demasiado vaga e, portanto, inócua”.

 

A juíza considerou “inconsistente” o método de pesquisa utilizado.

 

“Além disso, em primeira análise revela-se inconsistente o método de pesquisa utilizado, haja vista que a quantidade de eleitores entrevistados em cada município destoa do percentual que representam na circunscrição do Estado de Mato Grosso, apesar de a empresa informar a opção pelo método probabilidade proporcional ao tamanho (PPT)”, disse.

 

“Nesse sentido, à guisa de exemplo, observa-se que foram ouvidos 1.000 eleitores em todo o estado, sendo que 400, ou 40%, apenas em Cuiabá, quando é público e notório que , no Estado de Mato Grosso, cujo eleitorado supera já há alguns anos o patamar de 2 milhões, a Capital não apresenta mais do que 20% do colégio eleitoral".

 

"Além disso, note-se que a pesquisa divulgada no jornal Diário de Cuiabá deixa de contemplar os requisitos exigidos pela legislação, especificamente o nível de confiança, além da respectiva margem de erro, que, embora mencionada na capa do jornal, deixa de sê-lo na página em que efetivamente se divulga a pesquisa, o que por certo dificulta a interpretação de seus dados por parte do eleitorado”, afirmou a juíza em sua decisão."1

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JUARA MATO GROSSO



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