Deputada Janaina Riva diz ser alvo de inverdades e lamenta "metralhadora" da imprensa de MT
Janaína Riva afirma que seu pai, ex-deputado José Riva, tem procuração para gerir empresa alvo do MPF
A deputada estadual Janaína Riva (PMDB) garantiu que não foi mencionada na Operação Lava Jato e declarou que “os veículos de comunicação e pessoas induzidas ao erro propagam inverdades pela internet”. Durante as críticas, ela ainda afirmou que o governador Pedro Taques (PSDB) utiliza a mídia para atacar os adversários.
Janaína e seu irmão, José Geraldo Riva Júnior, foram citados em um inquérito, que também inclui o empresário Valdir Piran. O esquema envolve o doleiro Lucio Bolonha Funaro, apontado como o operador dos esquemas do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
As investigações do Ministério Público Federal (MPF), apontam “transações suspeitas” entre as empresas do doleiro e a Floresta Viva Exportação de Madeira Terraplanagem, pertencente à deputada e ao irmão. A empresa está em nome da parlamentar, do irmão dela e da mãe, Janete Riva.
Janaína negou que tenha conhecimento sobre as supostas irregularidades e disse que seu pai, o ex-deputado José Riva, é quem administra a empresa. Desde que foi revelado que a Floresta Viva estaria envolvida na investigação, as redes sociais da deputada tornaram-se alvos de protestos e críticas.
Em publicação feita em suas redes sociais, no início da tarde desta terça-feira (18), Janaína Riva comentou sobre o fato. "Há dias tenho sido achincalhada por matérias veiculadas na imprensa e que afirmam que sou citada na Operação Lava Jato, a inquisição de todas as operações. Pois bem, enviei uma nota dizendo que não tenho nada a ver com a Lava Jato, mas os veículos de comunicação e pessoas induzidas ao erro por manchetes tendenciosas, propagam inverdades pela internet e pasmem, já até me condenaram por um crime e investigação ao meu respeito que sequer existem”, relatou.
A peemedebista assegurou que sua empresa não foi alvo da Lava Jato. Ela contou que as supostas irregularidades da Floresta Viva foram alvos de outra operação, porém as supostas falhas já teriam sido esclarecidas pelo seu pai. "Aliás, esse inquérito que cita o Lúcio Funaro e é trazido nas matérias por suposta triangulação financeira com a empresa Floresta Viva, de propriedade da minha família, não se refere à Lava Jato, é sobre a operação Cui Bono, sobre a qual o meu pai, ex-deputado José Riva, já prestou todos os esclarecimentos ao Ministério Público Federal”, argumentou.
Apesar de a empresa estar em seu nome, Janaína negou que tenha participado de decisões referentes à Floresta Viva. “Nunca participei de decisão nenhuma dessa empresa. Eu não era sequer deputada. Nunca usei da influência do meu cargo para obter benefício algum. Eu sou, assim como meu irmão e minha mãe, sócia dessa empresa da qual meu pai era procurador”, detalhou.
Ela também rebateu acusações de que seria alvo da Operação Ararath, que apura crimes milionários no Estado desde setembro de 2013. “Dizer que sou investigada na Ararath? Como isso é possível? Nunca fui chamada para falar sobre. Mesmo esclarecendo tudo isso, as pessoas continuam a propagar e serem repetidoras de inverdades”, completou.
De acordo com a parlamentar, há investigados em operações no âmbito nacional ou estadual que não são mencionados da mesma forma como ela foi. “Vejo muita gente denunciada no Estado, muita gente delatada que não tem a mesma ênfase e, muito menos, a proporção que têm as notícias quando tratam de mim. Quando optei pela vida pública, nunca pensei que fosse ser fácil. Nunca pensei que seria leve como a brisa ser a diferentona no meio de tantos colegas. A mais jovem, a única mulher, a segunda mais votada e um legado de apoiadores gigantesco”, comentou.
CRÍTICAS A TAQUES
Durante a publicação em suas redes sociais, a líder da oposição teceu críticas à gestão de Pedro Taques. “Ao contrário do que muitos pensam, poderia, sim, fazer parte do governo se optasse por isso. Um ano acompanhando a gestão atual e vi que nada tinha mudado, em relação aos governos anteriores. Não quero participar de mais do mesmo. Denúncias de corrupção em tempo recorde, caixa 2, tudo em menos de um ano”, enfatizou.
A deputada declarou que Taques utiliza a imprensa local para atacar os adversários. “Um caixa gordo para ser gasto com mídia, que em vez de mostrar os feitos da gestão, é usado como metralhadora contra aqueles que se opõe ao governo. Não é teoria da conspiração. É o que acontece, de fato”, finalizou.
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