Deu no Mídia News: Suplentes de Senador da oposição somam R$ 12,2 milhões em bens
Patrimônios de aliados de Jaime Campos vão de lotes em assentamento a joias e imóveis
Praticamente desconhecidos do eleitorado em geral, os candidatos a primeiro e segundo suplentes de senador em Mato Grosso têm perfis de bens declarados à Justiça Eleitoral que variam de um único terreno em assentamento a ações em empresas, joias, imóvel na Avenida Paulista (centro financeiro de São Paulo) e terras em áreas rurais.
Apenas os suplentes do senador Jaime Campos (DEM), candidato à reeleição pelo grupo que sustenta a candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ao Governo, não estão tão distantes economicamente do candidato principal.
Jaime declarou R$ 67 milhões em bens à Justiça Eleitoral, entre jatinho, fazendas, gado e imóveis. Com o patrimônio de seus suplentes - a deputada estadual Luciane Bezerra e o empresário Marcelo Maluf -, o total chega a R$ 81,2 milhões em bens.
O primeiro suplente de Jaime, Marcelo Maluf (PSDB), declarou R$ 13,3 milhões em patrimônio à Justiça Eleitoral.
O empresário, que atua no setor da construção civil, é o mais rico entre todos os suplentes.
Maluf é irmão do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), médico e sócio do Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, um dos maiores de Mato Grosso.
As cotas de participação que Marcelo Maluf possui na imobiliária São Benedito somam R$ 2,9 milhões. Na empresa RZM investimentos, elas chegam a R$ 2,6 milhões e a R$ 1,5 milhão, na empresa de construção civil Paiaguás Participações e Administração Ltda.
Além disso, o empresário declarou R$ 520 mil em joias pertencentes à família.
Somente de empréstimos a receber de construtoras e empresas agropecuárias, ele contabiliza R$ 3,5 milhões.
A deputada estadual Luciane Bezerra (PSB) é a dona da segunda suplência de Jaime Campos e declarou R$ 903 mil em bens à Justiça Eleitoral.
A maior parte, R$ 400 mil, é contabilizada como empréstimo ao marido, Oscar Bezerra (PSB), ex-prefeito de Juara (709 km ao Norte de Cuiabá).
Além disso, ela possui um imóvel de R$ 277 mil no Residencial Florais Cuiabá; uma Toyota Hilux ano 2011, no valor de R$ 139 mil; e 33% de uma fazenda em Juara, no valor de R$ 61 mil.
Luciane e Maluf somam, juntos, R$ 12,2 milhões.
Segundo mais rico
No grupo da "terceira via", cujo candidato ao Governo é o deputado estadual José Riva (PSD), é o segundo suplente, o empresário Paulo Gasparoto (PSD), que detém maior patrimônio que o candidato principal, Rui Prado (PSD), ex-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).
Prado declarou R$ 1 milhão em bens, sendo a maior parte deles composta de ações em empresas agropecuárias, de alimentos e combustíveis, além de uma fazenda de R$ 144, em Campo Novo dos Parecis (396 km a Noroeste de Cuiabá), e um apartamento de R$ 228 mil, no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.
Somado aos bens dos seus substitutos, chega-se ao montante de R$ 7,5 milhões.
Gasparoto, que é presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), informou uma lista de bens no valor de R$ 6,5 milhões à Justiça Eleitoral.
Entre eles, estão uma área de 1,6 milhões de hectares em Nossa Senhora do Livramento (47 km ao Sul da Capital, avaliada em R$ 1,3 milhões; e cotas de participação na empresa Decorliz e Karisma Administração e Participações Ltda., de R$ 1,2 e R$ 1,6 milhões, respectivamente.
O único “peixe fora d’água” dentro do grupo é o advogado Manoel de Souza, o Manoel da Força (SD), primeiro suplente de Rui Prado.
O líder sindical declarou um apartamento de R$ 64 mil, no Residencial Atlanta, no bairro Senhor dos Passos, em Cuiabá; dois lotes no Jardim Paula II, em Várzea Grande; e um imóvel de R$ 4 mil na cidade de Paratinha (BA). Ele declarou R$ 71 mil à Justiça Eleitoral.
Os dois suplentes de Prado possuem, juntos, R$ 6,5 milhões em bens.
Disparidade na base
Dentro da base governista é onde está a maior disparidade econômica: o comerciante Toninho Pinheiro (PR), primeiro suplente do deputado federal Wellington Fagundes (PR), candidato ao Senado, possui o montante de R$ 329 mil em bens, R$ 8,3 milhões a menos que o candidato principal.
O deputado federal declarou R$ 8,6 milhões em bens, que, somados ao valor do que foi declarado pelos seus dois suplentes, chegam a R$ 9,6 milhões.
Enquanto Fagundes relaciona casas, terrenos, lotes, salas comerciais, além de glebas, gado e participações em empresas, Toninho Pinheiro listou uma casa em Rondonópolis (212 km ao Sul da Capital), no valor de R$ 150 mil, dois terrenos na mesma cidade, no valor de R$ 70 mil e um veículo Gol, ano 2011/2012, no valor de R$ 25 mil.
O comerciante possui ainda um consórcio da Fiat de R$ 34 mil.
Já o segundo suplente de Fagundes, o servidor público aposentado Manoel Motta, possui um imóvel na Avenida Paulista, centro financeiro deSão Paulo, no valor de R$ 700 mil.
Além disso, ele declarou à Justiça Eleitoral R$ 12 mil referente a um Fiat Uno 1.0, ano 2004, totalizando R$ 712 mil.
Os suplentes de Fagundes têm um montante de R$ 1 milhão em bens, juntos.
Menor densidade eleitoral
Entre os três candidatos ao Senado de menor densidade eleitoral, a maior diferença está dentro da coligação PHS-PMN, que sustenta a candidatura do jornalista José Marcondes Muvuca (PHS) ao Governo de Mato Grosso.
O empresário Amorézio Dias Vidrago (PHS), candidato ao Senado, declarou R$ 465 mil em bens.
No entanto, o corretor de imóveis Alessandro Wlademir Silva (PHS), primeiro suplente, e o comerciário José Márcio Figueiredo Paz (PHS), segundo suplente, declararam não possuir nenhum bem.
Confira as declarações de Amorézio Dias e José Paz AQUI e AQUI.
Dentro do PT do B, cujo candidato ao Senado é o vereador Juca do Guaraná Filho, duas mulheres ocupam as suplências.
A vereadora de Porto Alegre do Norte (1.125 km a Nordeste de Cuiabá), Suely Souza Lima (PT do B), conhecida como Muída, declarou apenas um lote de 100 hectares em um assentamento rural, no valor de R$ 200 mil.
Ela é a primeira suplente da chapa.
Já a servidora aposentada Aida Martins, segunda suplente, tem R$ 49 mil em bens, entre eles um caminhão Agrale, no valor de R$ 22 mil; um imóvel de R$ 18 mil em Rondonópolis; e um Fiat Palio, ano 2002, no valor de R$ 9 mil.
Elas somam R$ 249 mil em bens declarados à Justiça Eleitoral.
Juca do Guaraná Filho declarou R$ 152 mil em bens à Justiça Eleitoral, que, junto das duas suplências representam R$ 401 mil.
O grupo do Psol tem o aposentado Jeová Júnior como primeiro suplente do servidor público Gilberto Lopes Filho, candidato ao Senado.
Ele tem um patrimônio declarado de R$ 330 mil, maior que do candidato principal, de R$ 137 mil.
Os três candidatos do Psol têm, juntos, um montante de R$ 567 mil em bens declarados.
Jeová informou em sua relação uma casa de R$ 300 mil na Avenida Coronel Escolástico, em Cuiabá, e um veículo Wolksvagen Voyage, ano 2012, no valor de R$ 30 mil.
Já Gilberto Filho declarou como seu maior patrimônio, 50% de um imóvel no bairro Centro América, em Cuiabá, no valor de R$ 100 mil.
O segundo suplente de Juca do Guaraná, que também é seu pai, o servidor público aposentado Gilberto Filho, declarou o montante de R$ 100 mil, referente a 50% de um imóvel localizado no bairro CPA 3, em Cuiabá.
Pai e filho têm, juntos, R$ 430 mil.
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