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Janaina Riva lamenta rejeição da PEC que prevê cotas de vagas para mulheres no parlamento
Janaina Riva lamenta rejeição da PEC que prevê cotas de vagas para mulheres no parlamento
Por:
Laura Petraglia - assessoria Janaina
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- Atualizado 11 de Janeiro de as 00h00
A deputada estadual Janaina Riva (PSD) lamentou profundamente que a Câmara dos Deputados tenha rejeitado nesta terça-feira (16.06) a proposta que estabelecia cota de 15% para cada estado de cadeiras efetivas no legislativo para mulheres na reforma política (PEC 182/0, do Senado). Foram 293 votos a favor do texto, mas o mínimo necessário era de 308. Houve 101 votos contrários e 53 abstenções.
"Sempre defendi que as mulheres deveriam ter uma quantidade mínima de vagas garantidas nos Parlamentos. Não adianta dizer que concorremos em condição de igualdade com os homens porque não é verdade. Parimos, temos funções domésticas, além de na maioria das vezes ainda atuarmos como o arrimo de família, de garantirmos o sustento da casa. Então qual o incentivo que um mulher tem para entrar de verdade em uma disputa eleitoral tendo com isso que deixar seus filhos e obrigações de casa? Essa é a realidade de Mato Grosso hoje que só conta com uma deputada Estadual, nenhuma deputada Federal e nenhuma senadora, o que revela a necessidade de levantarmos essa bandeira", disse.
Janaina afirma que deve comprar essa briga na esfera estadual com o intuito de diminuir essas desigualdades. "Compro essa briga em nome de todas as mato-grossenses e estamos recebendo ideias e sugestões para diminuir essa inaceitável desigualdade. Por derradeiro, me comprometo a debater com meus pares a possibilidade de instituição de cotas nos cargos de direção da Administração Pública Estadual como forma de fomentar a mudança de perspectivas", disse.
De acordo com a emenda defendida pela bancada feminina do Congresso, a cota seria escalonada e teria 10% na primeira legislatura, 12% na segunda, até atingir o total de 15% nos próximos 12 anos
"Nada obstante a rejeição, o tema da participação feminina ainda está em voga e talvez seja o caso de pensarmos numa reforma legal que preveja mecanismos mais efetivos para diminuir a distância abissal entre homens e mulheres na política. Pesquisas realizadas por instituições internacionais especializadas em eleições e democracia revelam que o financiamento de campanha igualitário é a melhor maneira de aproximar a representação dos gêneros", finalizou.
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