Leitão disputa Senado; em Cáceres, Taques diz que Jayme teve decisão de "foro íntimo"
leitão substituiu Jaime Campos na disputa do senado e manté os dois suplentes
O pedetista Pedro Taques, candidato a governador, declarou nesta terça, no aeroporto Nelson Dantas, assim que pisou os pés em Cáceres, que a decisão de Jayme Campos de renunciar a candidatura à reeleição é de foro íntimo e que agora os 13 partidos do arco de alianças vão se reunir hoje para definir o substituto. Enfatiza que será feito debate, assim como foi para escolha do nome a vice de sua chapa, no caso Carlos Fávaro (PP). Taques afirmou que ficou surpreso com a decisão, negou crise no grupo e procurou se esquivar do assunto.
Embora o pedetista não tenha citado nomes na entrevista à imprensa cacerense, a tendência é de Nilson Leitão ser escolhido. Os dois suplentes, empresário Marcelo Maluf (PSDB) e a deputada estadual Luciane Bezerra (PSB), devem ser mantidos, ou seja, só haverá troca mesmo do cabeça de chapa.
O nome de Leitão, ex-prefeito de dois mandatos de Sinop, tem simpatia de todo o grupo, inclusive de Taques. E o deputado que está em campanha à reeleição já se mostra empolgado com essa possibilidade de entrar no projeto majoritário. Já participa de uma reunião com Jayme, que sai do processo e vê o próprio Leitão como a melhor opção do bloco para disputar a senatória. Outros nomes cotados são da ex-senadora Serys Marli e do ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e do vice-prefeito rondonopolitano Rogério Salles (PSDB).
A provável entrada de Leitão no páreo deixa a campanha de Taques com discurso mais consistente. Ex-membro do Ministério Público Federal considerado linha dura e intransigente na batalha contra corrupção, Pedro Taques se elegeu senador e entrou numa campanha agora ao governo estadual sustentando a tese da coragem para mudança e da renovação. Como estava fazendo dobradinha com Jayme, carimbado como político carreirista e com a imagem desgastada, o discurso começou a ser combatido como contraditório. Nilson Leitão, uma vez candidato, resgataria o slogan do novo, da mudança e da renovação.
O desafio do bloco oposicionista é construir a unidade após divergências com o grupo de Jayme e tentar retomar dianteira nas intenções de voto na Grande Cuiabá, onde Lúdio Cabral, candidato a governador pela base, registra bom crescimento, assim como Wellington Fagundes, que concorre ao Senado pelo mesmo palanque do petista.
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