No Rio, Valcke faz piadas e diz que cerveja não é bebida alcoólica
No Rio, Valcke faz piadas e diz que cerveja não é bebida alcoólica
A entrevista coletiva no Rio de Janeiro para tratar sobre a Copa do Mundo de 2014 contava com a presena de dois brasileiros: Ronaldo, membro do Conselho de Administrao do Comit Organizador Local do evento (COL), e Aldo Rebelo, ministro do Esporte. Mas quem chamou mais a ateno foi um francs. Secretrio-geral da Fifa, Jerme Valcke se mostrou muito participativo, dispondo-se a completar o raciocnio dos colegas e at a fazer piadas. Em uma declarao mais sria, ainda argumentou que cerveja no exatamente uma bebiba alcolica.
"Mais uma vez temos que definir que no estamos falando de bebidas alcolicas, estamos falando de cerveja - nada mais", apontou Valcke. Nesse momento, ele tomou a palavra logo depois de Rebelo completar o raciocnio, respondendo pergunta de um reprter sobre a liberao da venda de cerveja durante as partidas do Mundial no Brasil.
A discusso um dos principais pontos polmicos da Lei Geral da Copa, que ainda est para ser votada no Congresso Nacional. No texto da legislao est inclusa a liberao da venda da bebida para a Copa, cumprindo uma regulamentao da Fifa, que tem marcas cervejeiras entre os principais patrocinadores. O assunto no de fcil resoluo, pois o Estatuto do Torcedor probe o consumo de lcool nos estdios brasileiros - deve ser aberta uma exceo, portanto.
Em outro momento da entrevista, Valcke foi questionado se espera que a Lei Geral da Copa esteja j aprovada quando retornar ao Brasil, dentro de dois meses, para fazer mais uma reunio com o COL. Com um sorriso no rosto, ele respondeu: "voc tem que perguntar isso depois para o ministro Rebelo".
Na sequncia, Rebelo assumiu a palavra e se mostrou "otimista" quanto s chances de o Congresso colocar em pauta a votao ainda em fevereiro.
O secretrio-geral da Fifa esteve no Brasil para a quinta Board Meeting, reunio peridica com o COL focada na organizao do Mundial - a primeira que teve a participao de um membro do governo, Rebelo.
Durante a semana, o francs se reuniu com autoridades em Braslia e no Rio de Janeiro e viajou a Salvador e a Fortaleza para acompanhar as obras dos estdios dessas cidades-sede da competio de futebol - respectivamente a Arena Fonte Nova e o Estdio Castelo. "A cada dois meses vamos fazer uma visita a pelo menos duas cidades at completar as 12 (sedes)", explicou Valcke, desta vez falando seriamente.
Porm, o tom que tomou conta da participao do dirigente na entrevista foi mesmo o bom humor. Logo no incio, ele ressaltou, em tom de ironia, que poderia estudar uma alternativa em vez de falar em um ingls carregado de sotaque francs - como o fez diante dos reprteres.
"Talvez eu pudesse falar em francs. s vezes pega-se o lado positivo e s vezes o negativo do que eu digo, mas vou repetir: no h tenso entre a Fifa e os organizadores da Copa do Mundo no Brasil", disse, tentando deixar claro que os pontos de desavena entre as partes so comuns quando acontecem eventos desse porte.
Para finalizar a entrevista, Valcke novamente apelou a uma pequena brincadeira. Foi quando um jornalista lhe perguntou sobre a tabela do Mundial, que permitir Seleo Brasileira atuar no Estdio do Maracan, na capital fluminense, somente se alcanar a final do torneio.
"Eu poderia fazer uma piada e dizer que uma motivao muito forte para que o Brasil chegue ao Rio", afirmou, antes de reconhecer que "simplesmente" esqueceu-se de estudar o assunto antes do anncio da programao dos jogos. "Admito que pode ser uma preocupao que o Maracan no receba o Brasil antes da final".
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