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Médico legista de Juara retorna de férias e explica funcionamento das perícias e a importância da Politec para investigações

Logo no primeiro dia de retorno, o profissional já iniciou o plantão com duas ocorrências para atendimento.

Por: Aparicio Cardozo - Show de Notícias
Publicado em 21 de Janeiro de 2026 , 16h56 - Atualizado 21 de Janeiro de 2026 as 17h13


Show de Notícias - DR. James

Após 30 dias de férias, o médico legista de Juara, Dr. James Monteiro Fernandes, retornou oficialmente às atividades nesta quarta-feira, dia 21 de janeiro e concedeu entrevista exclusiva ao Show de Notícias, onde falou sobre a rotina do trabalho, os casos de violência que precisam de perícia e os motivos pelos quais, em algumas situações, os corpos precisam ser encaminhados para o município de Juína.

Clique AQUI e veja a entrevista completa com Dr. James Monteiro

Logo no primeiro dia de retorno, o profissional já iniciou o plantão com duas ocorrências para atendimento.

Entre elas, casos registrados na noite anterior que, onde dois homens foram mortos em confronto com a Polícia Militar, que, inicialmente, poderiam ser encaminhados para Juína, mas que serão periciados em Juara.

Segundo ele, além da necropsia, também será realizada a identificação oficial das vítimas por meio da papiloscopia, com a vinda de papiloscopistas da Politec de Juína.

“O documento encontrado junto aos corpos nem sempre é suficiente. É preciso fazer a identificação papiloscópica para confirmar oficialmente a identidade, garantindo segurança jurídica para o processo”, explicou.

Durante a entrevista, Dr. James esclareceu que muitas vezes a população questiona a demora no encaminhamento ou na liberação dos corpos e a ausência de peritos criminais fixos em Juara.

Ele destacou que a perícia de local de crime e de acidentes é feita por peritos oficiais da Politec, lotados em Juína, pois a demanda em Juara não justificaria, do ponto de vista administrativo, a permanência contínua desses profissionais no município.

“Esses peritos atuam em casos específicos, como mortes violentas e acidentes graves. A média mensal de necropsias aqui é de seis a sete. Se eles ficassem lotados em Juara, grande parte do tempo ficariam ociosos, o que se tornaria dispendioso para o Estado”, afirmou.

O médico ressaltou ainda, a importância da cadeia de custódia das provas, explicando que imagens de câmeras, objetos e registros do local precisam ser coletados e periciados por profissionais habilitados, para que se tornem documentos oficiais e tenham validade judicial.

“Não é apenas pegar uma imagem e levar ao juiz. Tudo precisa ser periciado, documentado e transformado em prova técnica, para garantir um julgamento justo”, pontuou.

Dr. James também esclareceu que o trabalho do médico legista vai muito além das necropsias. Segundo ele, apenas cerca de 15 a 20% da sua atividade está relacionada a exames em óbitos. A maior parte da demanda diária envolve exames de corpo de delito, casos de violência doméstica, agressões, constatação de violência sexual, ocorrências no sistema prisional e avaliações solicitadas pela Polícia Civil.

“Tenho demanda todos os dias. Atendo casos de lesão corporal, Maria da Penha, violência sexual, brigas no presídio, entre outros. As necropsias são apenas uma parte do trabalho”, explicou.

Além da atuação no Instituto Médico Legal, o profissional também trabalha como plantonista no Hospital Municipal, atendendo na emergência durante a manhã e dedicando o período da tarde e noite às atividades periciais.

Por fim, ele destacou que a perícia de local, realizada pela Politec, é uma etapa distinta da necropsia.

“Primeiro os peritos analisam o local, fazem registros técnicos, fotografias e coleta de dados. Só depois os corpos são encaminhados para mim, quando entra a parte do laudo cadavérico”, concluiu.


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