MP aciona prefeita cassada, Luciane Bezerra por contratação fraudulenta de empresa da prima dela.

"Uma gestão marcada por ilegalidades" diz promotor.

Por: Sonoticias
Publicado em 09 de Agosto de 2018, 15h47 - Atualizado 09 de Agosto de 2018 ás 15h53


Arquivo Show de Notícias - Luciane Bezerra

O Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com um pedido liminar para bloquear bens da prefeita cassada de Juara (300 quilômetros de Sinop), Luciane Bezerra. A promotoria alega que a ex-gestora foi responsável direta pela “contratação fraudulenta” de uma empresa sediada em Cuiabá, que pertence à Maria de Fátima Azoia Pinotti, prima de Luciane. Segundo o promotor Herbert Dias Ferreira, a prefeitura de Juara aderiu a uma ata de registro de preços da prefeitura de Jaciara, que tinha por objetivo a contratação de serviços técnicos especializados na assessoria e consultoria contábil e jurídica ao departamento de recursos humanos e demais encargos referente à folha de pagamento relacionado a assuntos previdenciários.

“A prefeita Luciane informou que a União praticava, há anos, ilegalidades nos valores descontados dos subsídios dos servidores públicos municipais, razão pela qual seria necessário contratar empresa para recuperar créditos tributários”, diz Ferreira. No entanto, segundo ele, a contratação se deu “sem a devida pesquisa de mercado”.

Na ação, o promotor revela que a prefeitura de Juara fez “vários pagamentos” à empresa, como forma de compensação de “créditos tributários do INSS (20% dos valores compensados à empresa), sem decisão judicial definitiva que amparasse tal medida”. Segundo Herbert, os pagamentos foram feitos com base em decisão liminar que “não autorizava referidas compensações, já que limitava a determinar não incidência de contribuições previdenciárias sobre as verbas judicialmente questionadas”.

O promotor lembrou que a controladoria interna do município recomendou a suspensão da compensação dos créditos, que só poderia ser permitida após o trânsito em julgado do processo. “Porém a chefe do Poder Executivo local, que tem como legado nesta municipalidade uma gestão marcada por ilegalidades, por uma vez mais ignorou o órgão de controle e continuou a permitir os pagamentos”, disse Herbert.

O Ministério Público apontou ainda que, após diligência na sede em Cuiabá, foi constatado que a empresa era de propriedade da prima de Luciane. ” Não se pode olvidar que a requerida Maria de Fátima além de parente da ex-prefeita de Juara, também realizou doações eleitorais para as campanhas da requerida Luciane, corroborando a tese de que houve direcionamento para a contratação”.

Além da ex-prefeita e Maria de Fátima, o promotor também pediu a condenação de Antônio Mota, ex-presidente da comissão de licitação, da empresa contratada, e de Mauro Augusto Laurindo da Silva, marido da prima de Luciane. O MP quer que eles tenham bens bloqueados no montante de R$ 234 mil, valor total pago à empresa.

“Trata-se de medida cautelar crucial para garantir o ressarcimento dos danos causados ao município de Juara, em decorrência dos atos de improbidade administrativa praticados, os quais envolvem quantia significativa. Nesta toada, a probabilidade do direito está presente nos fatos documentos anexos à exordial, os quais comprovam que a contratação da empresa foi totalmente fraudulenta e simulada”, afirmou Herbert.

Ao final da ação, o promotor pede que todos sejam condenados por improbidade administrativa e que a ata de registro de preços que culminou na contratação da empresa seja declarada nula. Ainda, caso o pedido seja aceito, o valor de R$ 234 mil deverá ser ressarcido integralmente aos cofres públicos municipais.

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