NOTÍCIA | DESPERDÍCIO DE DINHEIRO PÚBLICO

Produtores denunciam que madeira usada na Ponte do Rio dos Peixes é de péssima qualidade.

O pecuarista Augusto Cézar chamou de genocídio o que estão fazendo com a população de Mato Grosso

Por: Show de Notícias - Aparicio Cardozo
Publicado em 10 de Junho de 2021 , 15h12 - Atualizado 10 de Junho de 2021 as 20h35


Madeiras da ponte - foto Aparcio Cardozo

Um vídeo feito pelo produtor rural Roni Martins, mostrando que as madeiras que estão sendo colocadas na ponte do Rio dos Peixes, estrada Juara Paranorte, seguimento da MT 338, que está sendo reformada pelo governo do estado de Mato Grosso, através da Sinfra, Secretaria de Infraestrutura, viralizou na internet e indignou os usuários da estrada, especialmente moradores da região Paranorte e assentamentos, que usam essa estrada para escolar sua produção e buscar mantimentos na cidade.

O show de Notícias rodou 160 Km em estrada de chão para ir até a ponte, com a finalidade de buscar mais informações e verificar se realmente a madeira que está sendo usada,  seria ou não, adequada para esse tipo de obra.

O que nossa reportagem verificou, é que a madeira, olhando a olho nu, sem uma forma mais correta de identificação, é, em sua grande maioria, madeira branca, da espécie cambará, aparentemente, não resiste muito tempo na chuva, principalmente em uma ponte por onde passam diariamente centenas de caminhões, com cargas de madeiras, que ultrapassam 70 toneladas.

No local contamos ainda com a colaboração do pecuarista Lucão da Ponte, que nos conduziu de barco pelo rio, para que pudéssemos ver por baixo as madeiras já colocadas e o que vimos, também é assustador.

O ex-vereador Chico do Indea, quando estava no mandato, levou para a apreciação dos seus pares, um Projeto de Lei, que daria a obrigação, para que toda madeira que fosse levada para colocar em uma ponte que estive sendo construída ou reformada dentro do município, deveria passar pelo clivo da fiscalização do Instituto de Defesa Agropecuária, que é o órgão competente para dizer se as pranchas ou vigas são compatíveis com a sua destinação. Porém, o PL não foi aprovado.

O responsável pelo trabalho de reforma da ponte, Senhor Samuel Marques, representante da construtora Pereira, de Tapuráh, contratada através de licitação para a realização da reforma,  disse que as madeiras que estão sendo usadas são adequadas e que o período de durabilidade delas é de, no máximo, 05 anos, uma vez que a ponte tem muita carga pesada passando sobre ela.

No vídeo feito por Roni e nas imagens colhidas pelo cinegrafista do Show de Notícias, Marcelo Carlos, aparecem madeiras, que, aparentemente são brancal, a parte mais fraca da arvore, muitas bastante danificadas e ocas, que parecem não serem resistentes o suficiente para esse tipo de obra. No entanto, o Senhor Samuel disse que elas não estão sendo usadas e que serão devolvidas para a madeireira que vendeu para a empresa.

Roni acompanhou a reportagem do Show de Notícias e disse que o que viu, só reafirmou a sua tese de que as madeiras não são adequadas e que não suportam as cargas pesadas que passam pela ponte.

Um detalhe importante, a madeireira que serra a madeira, vende e entrega para colocar na ponte, segundo o senhor Samuel, fica no município de Nova Ubiratã, distante mais de 500 km da obra e, caso essa madeira não seja usada e levada de volta, irá percorrer mais de 1000 Km de distância ida e volta, porém, os custos seriam por conta do vendedor.

Questionado por que não era feita uma seleção adequada lá na serraria, local de origem da madeira, o Sr. Samuel explicou que não tem nenhum representante da compradora e quem escolhe e carrega é a própria vendedora.

A reforma da ponte sobre o Rio dos Peixes começou no final de 2020, parou durante o período de chuva, recomeçando depois que as águas baixaram, porém, os transtornos para os moradores são enormes, principalmente para a comunidade de Paranorte e os assentados das Glebas Japuranã, Escondido e PA Vale do Arinos.

São centenas de produtores que necessitam da ponte diariamente e que ficam isolados durante o período em que ela está fechada, pois só abre na segunda-feira e na sexta-feira, fiando interditada durante os demais dias uteis da semana.

Durante a nossa visita na ponte, uma família que saiu de Juara, com um veículo Fiat Uno, carregando uma moto em uma carreta engatada no carro, teve que voltar, pois era uma quinta-feira e se fosse para esperar, teria que ficar até na sexta-feira.

O pecuarista Augusto Cezar de Albuquerque, proprietário da Fazenda Tesouro, que fica localizada na estrada Beira Rio, estava no Rio dos Peixes, para buscar a esposa de um funcionário que está doente e vinha da fazenda em um veículo, fazer o translado de barco, causando um sério transtorno.

Ele chamou de genocida a atitude dos responsáveis pela reforma da ponte, pois teriam que ter o mínimo de responsabilidade ou colocassem uma balsa para que os usuários pudessem passar pela estrada sem interdição da ponte.

Veja o vídeo com a reportagem.


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