Jovem é presa em flagrante após ofender ex-namorado e escrivã da Polícia Civil nas redes sociais
Mulher de 20 anos foi autuada por injúria, difamação e desacato; celular foi apreendido durante a ação policial.
Uma jovem de 20 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil, na quinta-feira (6), em Confresa (MT), suspeita de cometer os crimes de injúria, difamação e desacato por meio de publicações nas redes sociais.
Segundo a investigação, as ofensas eram direcionadas ao ex-namorado da suspeita e também atingiram uma escrivã da Polícia Civil que atuava no caso.
A jovem já era investigada por publicações ofensivas contra o ex-companheiro e a mãe dele. Na quarta-feira (4), ela compareceu à Delegacia de Confresa para prestar esclarecimentos e foi orientada a interromper as postagens.
Entretanto, no dia seguinte, publicou novos vídeos ridicularizando a escrivã responsável por sua oitiva. Em uma das publicações, utilizou figurinhas digitais sobre a imagem de uma intimação, simulando jogar o nome da servidora no lixo, em tom de deboche ao trabalho policial.
Além disso, continuou divulgando conteúdos depreciativos sobre a intimidade do ex-companheiro.
Diante da reiteração das condutas, os policiais realizaram diligências e localizaram a jovem em sua residência, onde foi presa em flagrante. O celular utilizado nas publicações também foi apreendido.
Na Delegacia, após ser interrogada, a suspeita foi autuada pelos crimes de injúria, difamação e desacato, com aumento de pena em razão do uso das redes sociais, conforme o artigo 141, § 2º, do Código Penal.
De acordo com a Polícia Civil, a soma das penas máximas ultrapassa quatro anos, motivo pelo qual não foi concedida fiança na esfera policial. A jovem permaneceu custodiada à disposição da Justiça.
O delegado responsável pelo caso, Rogério da Silva Irlandês, destacou que a liberdade de expressão na internet não pode ser utilizada como justificativa para ofender ou prejudicar a reputação de outras pessoas.
Além da prisão, o delegado representou ao Poder Judiciário pela quebra do sigilo telemático do celular apreendido, pela proibição temporária de acesso às redes sociais e pelo bloqueio ou exclusão dos perfis da investigada nas plataformas digitais.
O caso foi encaminhado à Justiça para as providências cabíveis.
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