NOTÍCIA | MORTA NA CELA

Mulher presa por confessar morte do filho é encontrada morta em cela da Delegacia de Juara

Até o momento, os restos mortais da criança ainda não foram localizados.

Por: Show de Notícias - Aparicio Cardozo
Publicado em 18 de Julho de 2026 , 03h52 - Atualizado 18 de Julho de 2026 as 03h59


Show de Notícias - Politec em Juara.

Uma mulher que estava presa preventivamente após confessar ter matado o próprio filho, um menino de 1 ano e 8 meses, na época do crime, foi encontrada morta na tarde desta sexta-feira (17) em uma cela provisória da Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Juara.

A informação foi confirmada pelo delegado titular da Delegacia de Polícia Civil de Juara, Carlos Henrique Engelmann, durante entrevista à imprensa.

Segundo o delegado, a mulher estava custodiada na unidade policial desde quarta-feira, após a Justiça decretar sua prisão preventiva a pedido da Polícia Civil.

Por volta das 15h, após ouvirem choro alto, seguido de um silencio sepulcral, os policiais foram até a cela onde ela permanecia presa e a encontraram sem vida.

De acordo com o delegado, a suspeita utilizou um cobertor fornecido para uso o período noturno para cometer suicídio por enforcamento.

Investigação começou após ação judicial

As investigações tiveram início depois que o Poder Judiciário comunicou à Polícia Civil a existência de um processo de prestação de alimentos e regulamentação de visitas movido pelo pai da criança.

Durante a tramitação do processo, foi constatado que o menino estava desaparecido havia cerca de dois anos e meio. Questionada, a mãe e familiares não souberam informar o paradeiro da criança, o que motivou a instauração de um inquérito policial.

Na última quarta-feira, a mulher compareceu à delegacia e, inicialmente, afirmou ter entregado o filho para uma pessoa desconhecida, que supostamente residiria em Campinas (SP).

Após diligências, os investigadores concluíram que a versão apresentada não era compatível com os fatos.

Confissão

Em novos depoimentos, acompanhados por seu advogado, a mulher confessou que havia enterrado a criança em uma cova rasa nos fundos do sítio onde morava com a família, em Juara.

Posteriormente, durante interrogatório formal, ela também confessou que matou o filho por asfixia utilizando um saco plástico, antes de enterrar o corpo.

Desde quarta-feira, equipes da Polícia Civil e Corpo de Bombeiros realizam escavações na área indicada pela investigada.

Até o momento, os restos mortais da criança ainda não foram localizados.

Conforme o delegado, as buscas são dificultadas porque a suspeita não conseguiu indicar com precisão o local do sepultamento, além de a área ser de mata, com solo lodoso e pantanoso.

Possível motivação

Segundo Carlos Henrique Engelmann, durante as entrevistas a mulher apresentou diferentes justificativas para o crime. 

Peritos da Politec de Juína foram acionados para fazer as primeiras investigações do local onde a mulher estava quando tirou a própria vida.

 

Ela teria relatado que o homicídio estaria relacionado a conflitos com o pai da criança, motivados por supostas traições, hipótese que levou os investigadores a entenderem que ela teria buscado atingir emocionalmente o genitor.

 

Em outros momentos, afirmou que não tinha condições de criar o menino ou que poderia tê-lo entregue para adoção.

O delegado também relatou que a mulher apresentava comportamento considerado incompatível com a gravidade dos fatos, alternando momentos de intenso choro com declarações detalhadas sobre o crime.

Diante dessas circunstâncias, a Polícia Civil pretendia submetê-la a avaliação médico-legal para verificar eventual transtorno mental, procedimento que não será mais possível em razão de sua morte.

Buscas continuam

Mesmo após a morte da investigada, a Polícia Civil informou que as buscas pela localização do corpo da criança continuarão.

O delegado destacou que os elementos colhidos durante a investigação reforçam a credibilidade da confissão quanto ao local onde o menino teria sido enterrado.

Ao final da entrevista, Carlos Henrique Engelmann fez um apelo para que familiares e a sociedade comuniquem imediatamente às autoridades o desaparecimento de crianças.

"Quanto antes a Polícia é acionada, maiores são as chances de esclarecer os fatos e localizar a vítima", ressaltou o delegado.

A Polícia Civil dará continuidade às investigações para localizar os restos mortais da criança e concluir o inquérito policial.

Sicredi
Auto Posto Arinos LTDA
Soluti - Exatas Contabilidade
Exatas Contabilidade

JUARA MATO GROSSO



MAIS NOTÍCIAS


Interessado em receber notícias em seu e-mail?
Nós o notificaremos e prometeremos nunca enviar spam.


2002 - 2026 © showdenoticias.com.br