NOTÍCIA | MULHERES

Cresceu de 2014 a 2018 o número de mulheres eleitas em MT; “sociedade tende a ganhar”, afirma presidente do TRE

Para o presidente do TRE, o crescimento da participação feminina na política deve-se a vários fatores, entre eles, as ações afirmativas

Por: TRE - MT
Publicado em 12 de Março de 2019 , 08h33 - Atualizado 12 de Março de 2019 ás 08h46


TRE - MT

A representatividade das mulheres na política em Mato Grosso passou de 2,7% em 2014 para 12,5% em 2018. “Esse percentual demonstra que a participação das mulheres na política tem ganhado força a cada eleição, mas penso que está longe de ser o ideal para a sociedade brasileira, que tende a ganhar e muito com o aumento de mulheres no comando e exercício dos cargos públicos. As mulheres, por sua própria natureza, têm o dom de administrar, cuidar e gerenciar com maestria várias atribuições ao mesmo tempo”, afirma o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargador Márcio Vidal.

Em 2014, dos 382 candidatos de Mato Grosso, 111 eram mulheres e 271 homens. Das 37 vagas, apenas uma foi ocupada por mulher, resultando no percentual de 2,7%. Já em 2018, foram 150 candidaturas femininas e 335 masculinas. Das 40 vagas, 05 foram ocupadas por mulheres, o que corresponde a 12,5%. O percentual é considerado baixo, mas já é superior aos 2,7% alcançado nas eleições gerais de 2014.

O crescimento no percentual de eleitas - no comparativo entre as duas últimas eleições gerais, não foi registrado somente em Mato Groso, mas em todos os Estados brasileiros. No Brasil, em 2014, dos 1.711 candidatos eleitos, 190 mulheres obtiveram êxito na disputa, o que correspondia a 11,10%. Já em 2018, as 290 eleitas representavam 16,20% do total de 1.790 escolhidos.

Para o presidente do TRE, o crescimento da participação feminina na política deve-se a vários fatores, entre eles, as ações afirmativas. “Os legisladores criaram normativos com objetivos de aumentar e garantir a participação da mulher na política. Cito como exemplos, a exigência de preenchimento das candidaturas de no mínimo 30% e no máximo 70% de cidadãos de cada sexo e agora, recentemente estabeleceu-se que os partidos políticos destinem, ao financiamento de campanhas de suas candidatas, no mínimo 30% do total de recursos dos fundos partidário e eleitoral. Mas nada disso será eficaz sem que as mulheres se engajem na política e participem ativamente da vida pública, atuando diretamente para tornar realidade as mudanças sociais, econômicas e políticas que a sociedade anseia”.

Por fim, o desembargador ressalta a força da participação feminina na democracia. “Dos quase 148 milhões de eleitores, mais de 77 milhões são mulheres, o que representa 52,5%. As mulheres têm o poder para aperfeiçoar e consolidar a democracia”.

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