Governo de MT arrecada R$ 588 milhões a menos do que o esperado

De janeiro a agosto deste ano, receita bruta do Estado foi de R$ 13,8 bilhões; já despesas somaram R$ 10,8 bilhões

Por: MÍDIA NEWS/DOUGLAS TRIELLI DA REDAÇÃO
Publicado em 05 de Novembro de 2018, 09h30 - Atualizado 05 de Novembro de 2018 ás 09h43


Alair Ribeiro/MidiaNews

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, revelou que a receita bruta de Mato Grosso ficou R$ 588 milhões abaixo do esperado para o período de janeiro a agosto de 2018.

 

Os dados foram apresentados durante apresentação do relatório das Metas Fiscais do 2ª Quadrimestre de 2018, na manhã de terça-feira (30), na Assembleia Legislativa.

 

De acordo com Gallo, a previsão é de que, no período, a receita bruta do Estado fosse de R$ 14,4 bilhões. Entretanto, o valor foi de R$ 13,8 bilhões. A frustração foi de 4,1%. Com as deduções, a receita total do Estado foi de R$ 11,3 bilhões.

 

Uma das explicações é a queda de 96,9% nas receitas orçamentárias de capital. A previsão para este ano era de R$ 957,9 milhões, mas somente R$ 29,6 milhões se concretizaram.

 

Por outro lado, as receitas correntes tiveram alta. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por exemplo, arrecadou R$ 6,6 bilhões. O número é 4,6% a mais do que era esperado para o período.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Rogério Gallo - mais clara

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo: maiores gastos do Estado são com a folha de pagamento dos servidores

Já o IPVA foi de R$ 640,1 milhões, ou 5,2% a mais do que era esperado.

 

De acordo com Gallo, para os Municípios foram repassados R$ 1,6 bilhão de ICMS e R$ 320 milhões de IPVA.

 

Superávit

 

Com relação às despesas, o Executivo gastou R$ 10,8 bilhões. O valor está 15,4% abaixo do esperado.

 

Os maiores gastos são com a folha de pagamento do Estado. Foram passados R$ 7,3 bilhões para despesas de pessoal e encargos.

 

Por conta da diferença entre receita e despesa, o Executivo teve um superávit de R$ 428,8 milhões.

 

Mesmo assim, Gallo estima que os restos a pagar chegam a R$ 1,7 bilhões. Deste total, R$ 700 milhões são de folha de pagamento o restante ainda não possui lastro financeiro para ser quitado.

 

“Porém, como temos restos a pagar sem lastro financeiro, há uma contaminação do exercício financeiro por despesas de outros exercícios. Já foram pagos, de janeiro a agosto de 2018, R$ 1,7 bilhão de restos a pagar de outros exercícios, sobretudo de 2017. Então, teríamos um déficit. Por isso digo que a realidade do caixa não é a realidade que está demonstrada no superávit primário”, completou.

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