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Deputada rebate acusações de Taborelli e afirma que não carrega peso da prisão do pai


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A deputada Janaína Riva (PSD) afirmou, em discurso no plenário da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (1º), que não pode responder por um mandato do qual não participou diretamente, ao se referir ao seu pai, o ex-deputado José Rva (PSD), preso pelo Gaeco, durante operação executada pela manhã.
 
"Se alguém tem que responder junto com meu pai são os outros deputados que tinham obrigação de participar e fiscalizar, dentro do Legislativo”, disse a deputada.
 
“Eu sou uma mulher que sai de casa todos os dias com 1001 problemas, mas, nem por isso, desacato alguém aqui dentro. Eu me chamo Janaína, e não José Geraldo Riva”.
 
Com esta declaração, a deputada se defendeu das acusações do deputado Pery Taborelli (PV), de supostamente trabalhar pela cassação de seu mandato parlamentar.
 
A resposta ocorreu após Taborelli acusar Janaína de auxiliar nas despesas da defesa do suplente de deputado Valdir Barranco (PT). Barranco teve a candidatura impugnada e pleiteia na Justiça justamente a vaga de Taborelli.
 
De acordo com Taborelli, o advogado Rodrigo Cyrineu, que trabalha no gabinete da deputada estadual, é um dos responsáveis pela defesa de Barranco. 
 
“Pergunto para a Mesa Diretora se pode, aqui dentro, trabalhar contra um membro”, questionou o parlamentar.
 
Revoltada com as acusações do deputado, Janaína Riva defendeu-se na tribuna e classificou como “picuinha” a acusação do opositor.
 
“Estou aqui para trabalhar e gostaria que o senhor me deixasse desempenhar o meu papel. Eu acho que já tenho problemas suficientes, para que o senhor queira criar picuinhas por coisas tão pequenas, em um Estado que precisa de tanto”, afirmou.
 
Ela negou que preste auxílio à defesa de Barranco, conforme havia acusado Taborelli. 
 
“Não tenho vergonha de estar aqui, entro aqui de cabeça erguida, não pago advogado para ninguém. Meu advogado está aqui para defender o meu gabinete e me assessorar”, afirmou.
 
Prisão de Riva
 
A parlamentar ainda declarou que outros colegas também deveriam responder pelos atos cometidos durante o período em que a Casa de Leis era comandada pelo seu pai, o ex-deputado José Riva.
 
“Não posso responder por um mandato, quando nem aqui eu estava. Quem tem que responder aqui, e se alguém tiver que responder junto com o meu pai, são os outros deputados que também estavam no Parlamento, que tinham a obrigação de fiscalizar”, disse.
 
"Se estou aqui hoje, no dia em que meu pai foi preso, é porque respeito o Estado. E não vou ficar na minha casa chorando e me acovardando, porque devo isso a Mato Grosso”, acrescentou.
 
Janaína se isentou de culpa por conta da prisão do pai e afirmou que não tem ter relação com as ações respondidas judicialmente por José Riva.
 
“Essa prisão e esse peso, eu não os carrego. Estou aqui para defender o Estado de Mato Grosso e vou defender o meu mandato até o final”, disse
 
Janaína reiterou a votação de 2014, quando foi eleita a segunda deputada estadual mais votada em Mato Grosso.
 
“Ele [Riva] está respondendo pelos atos dele e eu estou aqui para desempenhar o meu papel pelo Estado de Mato Grosso, que me concedeu 48.171 votos”, afirmou.



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